fev 26th, 2010
Norte Cartel lança novo CD, Fiel à Tradição
Norte Cartel, Rio de Janeiro Hardcore, Fiel à Tradição. Caso eu tivesse que resumir o novo trabalho da banda em uma frase, essa seria a ideal. Essa resenha tem que ser dividida em duas partes: uma a música, obviamente; e a outra o encarte do cd. Ambas são fieis a tradição, mesmo.
Vou falar primeiro sobre a arte do cd. É mais rápido, e o filé sempre fica para o final. O Norte Cartel reinventou o old school na cidade. Há muito tempo ninguém tocava esse tipo de som no Rio. O encarte é simples, porém muito bem elaboado. Repleto de fotos e com as letras, na primeira olhada já é possível sentir o clima: hardcore e amizade.
Agora, passando para a parte sonora, é incrível o que eles conseguiram. Muita gente quando vê o show de algumas bandas falam que o show é melhor que o disco, pela energia, velocidade das músicas, vibração e tal. O Norte Cartel fez com que o disco soasse como show.
A primeira faixa, Carta de Desafio, que na verdade não é uma música em si, vem com uma base de guitarra para os esqueletos começarem a se mexer, e um discurso, de abertura de show, do vocalista. Em seguida, emendada, o que acontece em boa parte do cd, assim como nos shows, vem a música Sangrar e Morrer. Esse som também está presente no Split que a banda lançou em 2008 com o Otra Salida, da Argentina. Mas o vocalista era outro, a pegada era outra. Ao meu ver essa mudança fez bem à banda. Dando sequência ao “show”, Olhos Abertos, música já conhecida do público devido aos shows.
Após a primeira pequena pausa, outra música que estava no split, A Vingança é minha, na minha opinião, també ficou melhor gravada agora. Nesse ponto do cd, você já se pega moshando, mesmo que sentado.
Romper é o quinto som do álbum. A música segue linha de todas as anteriores. Um vocal gangueiro, riff’s pesados e dinâmicos, com um contra-baixo que envolve toda a música e dá um tom de “música para macho”. Golpe de Sorte, sexta música, um som rápido, que faz lembrar Sick Of It All, com o baterista usando o pedal duplo sem medo de ser feliz.
O sétimo som, simplesmte é algo, a primeira vista, nada a ver. É um rap. O som pode não ser o mais adequado para uma banda de NYHC. Mas para quem vive a cena carioca há alguns anos, pode entender claramente o recado dado na letra. As crews, conquistas, tretas, dedo na ferida e o que realmente importa nessa história toda. O som conta com a particioação do La Santa Máfia e com o BeatBass High Tech.
Depois dessa quebra, a porrada volta com Meus Passos. Um ótimo som para os fãs de circle pit. Na emenda, Dor por Dor, vem na mesma pegada, e com ótimo coro, o que na verdade marca todas as músicas da banda. Caminhando para o final do disco, Canção de Guerra, vem com mais um riff marcante, um coro forte e um vocal rueiro. Nossa Sentença é o décimo primeiro som do disco tem um refrão que com certeza vai fazer sucesso nos shows.
Família, penúltima música, é velha conhecida do público. Foi um dos primeiros sons da banda a ficar conhecido, lá em 2006. E dessa vez eles gravaram em português, arrebentaram. No split tem a versão da música em espanhol, que não me agradou muito.
Fechando o “show”, Abrigo. Que é uma música para fechar mesmo. Introdução levada mais na bateria, um tanto quanto mais calma que as outras. Perfeito para um agradecimento, e depois de algum tempo o pau come, outra vez, como deve ser.
O disco foi lançado pela Caustic e Seven Eight Life Records. Pode ser comprado nos shows da banda por apenas R$10.









Amanhã devo comprar o meu, particularmente gosto mais do Marcelo como vocalista e letrista, gosto do Chehuan também, mas o Marcelo além de ser mais bonito e fortão, acho que tinha mais a cara da parada!
“o Marcelo além de ser mais bonito e fortão, acho que tinha mais a cara da parada!”
Mais que comentário racista, essa é a prova que no hardcore tem gente realmente preocupada com aparência e estética!
É sério isso mermo?
Foi uma brincadeira cumpadi, qualquer boçal seria capaz de entender!
É como se pode peceber tem muita gente ainda fazendo patrulha ideológica dentro do Hardcore.
Mas foda-se também, eu não sou do Hardcore, nem de cena nenhuma, tenho só uns amigos que gostam de som, e só isso.
vc é otário, to na sua cola!
Todas as letras desse cd são do Marcelo. exceto duas do Longo e o rap do La santa Mafia.
Dificil perceber que Solsticio e Norte Cartel tem o mesmo letrista, acho que a diferença acontece por causa das propostas diferentes das bandas.
Na minha opinião Chehuan se encaixa melhor na banda tbm por este motivo, seu vocal é mais no estilo NYHC, bem agressivo.
Esse dico representou!!!
Vai ficar na minha cola? Foda-se!
Para escrever besteiras e asnices não percam seus tempos!
Muito bom o álbum, já tive a oportunidade de assisti-los com o antigo vocalista, nesta ocasião descolei o split com os argentinos.
Gostei do vocal do Chehuan, colou mais peso no som. Pena que com esse problema de o Chehuan teve vai demorar para os caras aparecerem aqui em São Paulo, mas fica aqui registrado que o som é muito bom!
E parabéns ao grande Franco, que luta e apóia a cena da música pesada independente!
Sem patrulhamentos ideológicos!
Provos Brasil
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