Athos Moura

Pay to Play: o outro lado da história

Não é novidade para ninguém, que nos dias de hoje algumas bandas pagam para se apresentar. E a culpa sempre cai em cima do produtor que é considerado um explorador. A culpa recaindo sobre a banda ou o produtor, não importa. A verdade é que o Pay to Play, como escrevi algum tempo atrás aqui no blog, continua a acontecer. Mas até hoje, nunca vi a opinião de um produtor que faz tal pratica.

Conversei com Luciano Paz, produtor do Tomarock, de Duque de Caxias. Sem demagogias, ele sempre assumiu que alguns de seus eventos, algumas bandas teriam sim que vender ingressos para tocar. Entenda o que o levou a trabalhar dessa maneira. E tendo o outro lado da história, julgue se vale a pena ou não. Quem esta certo ou errado? Leia e tire suas conclusões. Eu já tenho as minhas.

 

O que te fez começar a organizar shows? E há quantos anos organiza?

Há 6 anos atras comecei a organizar o Tomarock, porque estava de saco cheio de ir pra Bangu, Vila da Penha, Olaria e Zona Sul do Rio pra ver shows que poderiam ter em minha cidade, Duque de Caxias. Mas o fator principal é que quatro bandas de amigos meus daqui de Caxias nunca podiam tocar nos eventos desses locais que citei. Aí só de raiva criei o Tomarock, que em uma fase de ouro ficou maior do que os eventos desses locais que citei com até 1.700 pessoas por domingo.

O que te fez começar a cobrar das bandas?

Quando eu comecei a fazer shows, eu era inimigo ferrenho e declarado de tal prática, mas ter tomado um prejuízo de sete mil reais numa tour do Dead Fish me fez ver isso com outros olhos. Shows de metal por exemplo, é muito raro fazer tal prática, porque diferente de outras “cenas” o headbanger sai de casa e curte o show. Ele não coloca nome na lista amiga do evento por colocar, como o pessoal que colocou no Zander e na do Dance Of Days (o qual eu fiz ) mais de 200 nomes e no caso do Dance só 23 pessoas foram ao show.

Como que é feita essa cobrança?

No meu caso eu dou quantos ingressos a banda quiser, suponhamos, ela pega 35, 40, 45, 50, 55, 60, 69, 171, etc… ela acerta comigo a grana de 20 ou 30 ingressos , o que ela vender extra é dela. Tem banda que se mata pra vender 20 ingressos , tem banda que pega 50, acerta a grana dos 30 e pega mais 20. Uma banda chamada Venore pegou pra um show 80 ingressos certa vez. Tempos atrás a banda Bem Vindo Ao Meu Silêncio também vendeu uns 70 ingressos. Tem banda que paga ensaio, gravaçao, compra camisas e faz cd com essa grana que eles embolsam. Isso prejudica a banda? Se uma banda tem 400 pessoas numa comunidade no orkut ela não consegue levar 5% pro show se o cara tem 900 contatos no msn ele não consegue levar 3% dessas pessoas pra ver a banda dele? Tem banda que mal leva as namoradas pro show e óbvio quer que elas sejam vip´s no show.

E como que é feita a seleção das bandas?

Estando dentro do estilo de rock do evento, topando, o esquema, beleza. Pega os ingressos com um mês de antecedência e vende. No dia do show ou na semana do show acerta o valor combinado. Eu dou chance pra bandas que estão começando e que não teria espaço em outros eventos. Tem banda que já tocou comigo fazendo primeiro show e era horrivel, ruim mesmo, e que hoje tá com som redondo e tudo mais, é legal ver essa evolução. Tem outras bandas também que já tocou comigo vendendo ingresso e hoje em dia não vende mais como a banda A Marcha Das Arvores e o Hellbreath que tem público fiel e certo hoje em dia aqui no Rio, na verdade tem muitas bandas que hoje querem tocar abrindo show delas.

Acha que as bandas terem que pagar para tocar é um fator negativo para cena?

Depende da cena que você se refere. Que cena ? Cena hardcore ? Existe cena disso no Rio? Quem fez os últimos shows de Ratos de Porão, Gangrena Gasosa e Mukeka Di Rato no Rio sem ser o Circo Voador tomou prejuízo. E olha que nesses shows tinham bandas vendendo ingresso. Pra cena é pior não ter show com bandas ditas grandes da cena hardcore ou ter com bandas vendendo ingresso? Tem banda que vê o pagar pra tocar como investimento, eu no sabado dia 23 de janeiro conversando com Leon Mansur do Apokaliptic Rayds num evento meu, ele disse que foi pedido a ele cinco mil reais pra abrir o show do Venom em São Paulo. Ele mesmo me disse que isso é um investimento, que ele não pagou, mas se rolar uma proposta maneira pra um show desse porte, beleza, ele faz esse esquema se achar interessante.

Cara, na boa, digo isso pra todo mundo ROCK NÃO É PRA NEGO FUDIDO!!! Quero que todo mundo fique puto comigo mesmo, é fato, é verdade, você não pode fugir disso. ROCK NÃO É PRA NEGO FUDIDO!!! Em todos os aspectos, se você é fudido você não tem equipamento bom, se você é fudido você não tem como ensaiar e gravar num estúdio bom, não tem um baixo, pratos, pedaleira, guitarras decentes e muito menos cabeçote e caixas de guitarra e baixo pra levar pros ensaios e shows de sua banda. Acha que foi uma banda de fudidos que abriu o show do Slayer por aí ? Claro que não!!! Não é qualquer um que tem 15mil reais pra investir nisso e abrir um show desse porte. É claro que ninguém da banda sabia que meses depois o grupo ia se desfazer, mas o retorno pra banda foi excelente. Vender ingressos é uma coisa, pagar pra tocar é outra e totalmente diferente.

Qual sua opinião sobre quem é contra essa prática?

Eu não tenho nada contra quem é contra essa prática. Esse ser nunca tomou sete mil reais de prejuízo num show. Na verdade ele talvez nunca tenha esse valor pra fazer um show do Dead Fish ou Ratos de Porão ou um mero Garage Fuzz. Se o cara quer ser O Messias e salvar a cena underground carioca fazendo shows no quintal da casa da tia Maria na Zona Oeste, sem palco, sem som legal, sem iluminação maneira, sem querer ganhar grana e ter um caixa pra trazer bandas maiores no futuro, se ele acha que isso é underground o que eu chamo de tosqueira e cobrar três reais pela entrada, alugando som de 200 reais e fica feliz da vida com tudo isso e acha que tá ajudando “a cena” é problema dele. Utopia desse cara achar que está fortalecendo “a cena” porque o cara acostuma mal as bandas e o público. O público porque quando tiver show de banda maior com preço mais caro ele não vai querer ir por que pode ir no show no quintal da casa da tia Maria por dois reais ver a banda de hardcore onde ele vai se divertir e beber cerveja da mesma forma e pronto. E as bandas, putz, sem retorno, sem som legal, etc. Como se sujeita a tocar em algo assim? A banda se perde. A banda Destrutor tocou dia 23 de janeiro em Cascadura e disse que se perdeu no palco com tanto retorno, já que nunca tocaram com “som bom” na vida. Se o cara tem uma banda, se é artista, tem que tocar num palco e não no chão. Por que a cena metal no Rio cresce cada dia mais? Não tem show de três reais. Os shows são em locais com palco, som legal, luz decente, etc, um mínimo de estrutura.

Nada relacionado.

46 Responses to “Pay to Play: o outro lado da história”

  1. valcimaron 25 fev 2010 at 15:54

    tem gente que o show de 200 contos pra 30 nego no quintal da tia zilda, seja hardcore e tudo diferente disso nao é hardcore!

    ai ai, e pior do que isso, nao é 1 ou 2 pessoas que acham isso!

  2. valcimaron 25 fev 2010 at 15:54

    *acha que

  3. Drikaon 25 fev 2010 at 15:57

    Pior e q concordo com tudo o que vc disse!

  4. João Vitoron 25 fev 2010 at 15:58

    Grande Luciano Tomarock!

  5. Drikaon 25 fev 2010 at 16:01

    Pow a banda nao conseguir vender 20 ingresso com mais de 500 pessoas na comunidade da banda
    NAO MERECE EXISTIR PORRA!!!

  6. Frank Meloon 25 fev 2010 at 16:47

    Faz evento assim kem ker, paga kem ker, vende ingresso kem ker…

    Desde tempos longínquos, sobrevive kem se adapta e algumas coisas nunk mudam, outras sim.

    http://myspace.com/oultimorecurso

  7. Fabio Rivaon 25 fev 2010 at 16:59

    Caro Luciano.

    Concordo com algumas palavras suas assim como não acho sua atitude errada na minha humilde opinião paga quem quer, aqui na minha cidade tem muito isso inclusive tenho um boa relação com os produtores que fazem esse tipo de coisa, nunca toquei nesse tipo de evento e prefiro ficar seis meses sem tocar ou até mesmo tocar só no “quintal da tia maria” do que colar com caras com a sua proposta pois o que vejo por aqui é um bando de muleque começando agora sendo destratados por produtores, tocando com som merda e sem direito nem a levar a mãe muito menos a um copo de água.
    Nuca fui em algum evento seu portanto não sei se são dessa maneira acredito até mesmo que não seja por isso digo mais uma vez se sujeita a isso quem quer pois o pior cego é aquele que não quer enchegar.

    Tambem acho que você esta sendo prepotente assim como esta sendo infeliz citando nome de pessoas, bandas e divulgando valores pelo qual tomou conhecimento e dizendo que “rock não é para nego fudido”, nesse caso você esta desmerecendo seu publico seus amigos e a si proprio pois é fato de que Duque de Caxias não é um exemplo de area nobre.

    É isso quero que saiba que não falei nada na intensão de te ofender vejo você como qualquer um que corre atras de seu ideal assim como os que fazem e tocam em gigs no quintal da tia Maria.

    Sem demagogia, Boa sorte ae nos trampos.

  8. danielon 25 fev 2010 at 17:24

    caraio quantidade de pessoas na comunidade não ter nada haver com venda de ingresso!!!! jesus… isso é muito relativo!

    sabemos que o rio de janeiro tem um grande problema no show’s que é a falta de público!

    sobre o que o luciano falou , no show do dance of days, não tinham 26 e sim umas 60(ou bem + , sou ruim de conta) independente do público ter comparecido ou não, não era motivo para aconteçer o que sei que aconteçeu….

    já volto

  9. luciano pazon 25 fev 2010 at 19:15

    não importa onde vc mora , em area nobre ou pobre, se vc tem grana rpa ensaiar num estudio, se vc tem grana pra gravar suas canções, se vc tem uma guitarra decente, se vc tem um V amp, se vc tem cabos decentes, enfim, ekipamento legal, vc não é fudido!!

    tem gente q nem isso tem, entao naum se sinta fudido quando não é!

    kkkkkkkkkkkkkk

  10. Buzoon 25 fev 2010 at 19:26

    Realmente oque vc disse é vdd mais tem coisas que nao sao bem assim….

    mais msm assim parabéns por essa entrevista, ta mt bacana

  11. Adilsonon 25 fev 2010 at 19:34

    eu acho engraçado,quando uma banda iniciante,vai tocar,ai tem certas pessoa q reclamam q tem q vender ingressos,mas porra,minha opinião é q,pra vc ter um nome vc tem q investir na sua banda,msm q vc tenha q tirar uma grana do bolso,já toquei no evento do Tomarock,Luciano,deu maior moral pra minha banda,quando agente tocou a 1ª vez…sem muito oq falar..
    Q o Tomarock cresça mais e mais e faça a alegria de muita gente..Abraço

  12. Kellon 25 fev 2010 at 19:37

    concordo Fabio Riva.

  13. croneon 25 fev 2010 at 19:41

    Luciano, dono do baile.
    po cara. toquei ja no evento do Luciano umas 2 vezes, numa boa .. sem stress . o lance é o seguinte , se voce se oferece pra tocar num esquema como esse (vender ingressos) nada mais normal do que voce confiar no seu taco e fazer jus ao publico , seja da internet ou que vai aos shows. Tomarock é pioneiro em evento de rock pelo Rio de Janeiro, acho que se nao fosse o evento do Luciano, muita banda nem pisaria do RJ (como foi caso do Mukeka e do Dance mes passado).

    Força sempre Luciano, tamo junto.

  14. Raffael Modestoon 25 fev 2010 at 19:43

    Bom, acho que quem tem grana pode pagar pelos eventos, mas enquanto tem bandas RUINS pagando pra tocar…tb existens bandas boas que naum podem pagar…
    Só tenho essa opnião e acho q muitas bandas também! =]

  15. Michael Meneses! - Parayba Records!on 25 fev 2010 at 20:09

    Sobre os shows em Bangu ou na Zona Oeste acompanhei muito desses nos anos 90 e até os dias de hoje, e uma coisa que fazia esses shows cheios era o fato de que as datas eram melhores divididas, não eram TODOS NO MESMO DIA E HORA, deixando quase todos eles vazios. Esses shows em sua maioria sem banda pagando ou vendendo ingressos pra fazer shows e quando isso era feito era meio que uma troca de favores e não uma obrigação.

    Acho que o grande problema do Rio de Janeiro é o grande numero de shows de rock (independente de estilos, se é cover ou autoral) acontecendo no mesmo dia, hora e em alguns casos os shows acontecem um perto do outro o que resulta no publico se dividindo e deixando ambos os shows com publico abaixo do esperado.

    Geograficamente o Rio (inclua baixada Fluminense) é uma cidade pequena perto de outras cidades o que prejudica a organização de eventos é a falta de ônibus por toda noite, pois depois que inventaram essas BOSTAS DE KOMBIS e VANS ficou um saco voltar de shows tarde da noite.
    Na primeira metade dos anos 90 cansei de voltar de shows da Lona de Campo Grande/RJ na madrugada e tinha ônibus de 15 em 15 minutos, já na segunda metade dos anos 90 e isso segue até hoje por conta de algumas linhas de Vans, não tem nem Van nem ônibus, conseqüentemente quase não tem show em Campo Grande que sempre foi um dos principais pontos de rock do Rio de Janeiro.

    Sou contra as bandas que pagam pra tocar, mas do que sou contra a quem cobra parar uma banda tocar, se uma banda acha que pagando pra tocar tá investindo FODA-SE melhor ou pior pra ela.

    Acho que a iniciativa do Luciano em Caxias e pelo subúrbio do Rio revolucionaria, mesmo não achando justo uma banda pagar para tocar, pois seja como for, com bandas pagando ou não, ele resgatou a força do rock na baixada Fluminense, lar de bandas como Calibre 38, do primeiro Caverna (tempo do metal anos 80), e de muita história em prol do rock Brasil.

    Abraços
    Michael UTOPICO Meneses!

  16. Cristiano Onofreon 25 fev 2010 at 22:01

    Quem já participou de eventos no “quintal da tia Maria”, sem palco, sem iluminação legal, com aparelhagem ruim, mas mesmo assim curtiu, aquelas 50 pessoas apertadas num cubículo, insanas suadas cantando, pulando, moshando e gritando com toda a alma, como se fosse o último dia de suas vidas?

    Vai me dizer que isso não é rock? Que isso não é cena? Que rock é só pra quem tem dinheiro?

    Enfim, não dá pra pegar na mãozinha das bandas e dizer o que é certo ou que é errado, até porque ninguém sabe, se soubéssemos, ainda existiria uma cena hardcore no Rio, por exemplo.

    Então foda-se.
    Eu vou continuar tocando e organizando eventos no quintal da tia maria na zona oeste, com todo o orgulho, porque a felicidade de estar tocando com amigos, se expressando através de arte, se divertindo e fazendo a diferença na rotina… Isso não tem 7 mil reais que paguem.

  17. Rafael Souzaon 25 fev 2010 at 22:02

    eu entendo os dois lados! ja organizei alguns shows aqui em magé em 2006, e também ja tive(ou tenho) banda,Realmente, se vc nao tem equipamento legal,nao rola!se nao tiver grana p\ pagar ensaio em estudio,nao rola!ideal mesmo é arrumar um lugar free p\ ensaiar e torcer p\ nao dar merda com a vizinhança!
    é aquilo,quando vc começa a tocar,formar banda,vc tem aquela romântica esperança,de que um Rick Bonadio da vida vai aparecer e falar, vamos gravar!!!amigo,ta ferrado!!!um fato relacionado a tal realidade,é quando algum amigo que tem banda vem contar que abriu o show de uma banda grande,ja me vem a mente,”pagando é mole” mas é a realidade!quem tem talento e nao tem grana,acaba ficando invisível,quem tem grana e talento,tem muita chance de se dar bem no cenário, todos os caras que eu conheço que tocam,trabalham p\ poder bancar os gastos com a banda,deixam de dormir,descansar,de estar com a familia,p\sair e tocar!pena que nenhum desses caras estão na minha banda!rs

  18. danielon 25 fev 2010 at 22:04

    parte II ! tambem não vou meter o pau no cara pq já fez um pá de eventos bons e chamou bandas boas para abrir e não cobrou ….. tem a sua importância sabem?

  19. Michael Meneses! - Parayba Records!on 25 fev 2010 at 22:23

    Respondendo:

    “Quem já participou de eventos no “quintal da tia Maria”, sem palco, sem iluminação legal, com aparelhagem ruim, mas mesmo assim curtiu, aquelas 50 pessoas apertadas num cubículo, insanas suadas cantando, pulando, moshando e gritando com toda a alma, como se fosse o último dia de suas vidas?”

    Eu Já, já agitei, já aganizei…

  20. levion 25 fev 2010 at 22:40

    Mano, o luciano é mow calotero da porra, mentiroso!
    haushausha
    ta falando pacaraio ai, deve ser mow playboy da porra..
    nunca deve ter feito um show Do It Yourself na vida, sem palco, sem iluminação e com equipamentos conquistados no esforço!
    ROCK de verdade mesmo, no sangue!!
    o SEU rock é pra quem tem dinheiro!!
    Fica pagando de loko ai, pega grana das bandas que vende ingresso e da calote nas bandas contratadas.

  21. black flagon 26 fev 2010 at 00:18

    HARCORE É FAÇA VOCE MESMO, TOCAR NO CHÃO E SEM PALCO? SIM E DAÍ? ELE TÁ QUERENDO INVENTAR OUTRO NOME E ESTÉTICA PRO HARDCORE? COMO ASSIM? ELE PRECISA VER AMERICAN HARDCORE, OUVIR BLACK FLAG, ASSISTIR OS REIS DE DOGTOWN E APRENDER MUITO, “HOUSE SHOWS” E “SHOWS NO QUINTAL” QUE DIFUNDIRAM O PUNK E O HARDCORE NA EUROPA E AMERICA E NÃO TEM COMO SER DIFERENTE AQUI, PAIS DE TERCEIRO MUNDO. UM SHOW NÃO DESMERECE O OUTRO. ELE JA OUVIU FALAR EM DEVOTOS? (ANTIGO DEVOTOS DO ÓDIO) BANDA DE “FUDIDOS”, “FAVELADOS” DA FAVELA DO ALTO DO ZÉ DO PINHO EM RECIFE! A AUDIO REBEL QUE É NA ZONA ZUL É MUITO MAIS HONESTA E PRÓ-HARDCORE/UNDERGROUND QUE ESSE “ESPERTO” CALOTEIRO AI, HAHAHAA GAROTO AINDAACHA QUE É GENTE AIAIAIAIAIAI

    “Don’t forget metalcore, another piece of shit you can add to the steaming pile! Although I love hardcore, it influenced a lotta shitty stuff. It turned kids into wiggers, ruined the few good things that metal had going, and put the anti-capitalism of traditional punk in the backseat.”
    HC-Punk = DIY!

  22. Bolinhoon 26 fev 2010 at 09:44

    Bem, pra mim o Luciano foi corajoso em expor suas razões e o Athos em abrir o espaço. Então não discuto ele (aliás, nem o conheço), mas os argumentos. E o que me preocupa é que em nenhum momento se qualifica o que foi feito. Ou seja, a produção do evento. É possível melhorarmos a divulgação? É viável estudarmos que bandas podem ter retorno? É viável, ao invés de cobrar antecipadamente uma cota “x” de ingressos, estabelecer cotas de “lucroX prejuízo” em um show, a ser acertado a posteriori?

    Cobrar venda de ingressos para tocar é um investimento sim, de acordo. Mas dentro de um contexto mais amplo, enfraquece a todos – inclusive os próprios produtores – na medida em que se forja uma outra cultura, tão perversa quanto a famosa cultura “vip” carioca, que é a de risco zero – como se isso fosse possível.

    Bom debate, boa conversa!
    abraço

  23. Fabio Rivaon 26 fev 2010 at 10:17

    Sobre não existir cena hardcore no rio procure por alguem que já frequentou: Caxanga, casarão amarelo, Beco da boemia, garage, Ballroom, Bar do convés, Bedrock……….etc.

  24. luciano pazon 26 fev 2010 at 12:18

    Black Flag, se vc tem como pagar seu ensaio vc não é fudido, se vc tem como ter uma guitarra boa vc não é fudido, se vc tem pratos pra sua bateria vc não é fudido, se vc tem como gravar suas canções vc não é fudido, se vc sai de casa pra ver show de qualquer banda no circo voador vc não é fudido. Tem gente com situação muito pior que não consegue fazer nada disso. Então, não é pq o cara mora em Caxias, no Complexo da Penha ou em qualquer lugar do Brasil que ele tem q se chamar de fudido e adotar rpa si essa alcunha. hehehehe
    Amo Devotos ( antigo Devotos do Ódio).

    Fabio Riva, frequentei todos estes locais :
    Caxanga, casarão amarelo, Beco da boemia, garage, Ballroom, Bar do convés, Bedrock, e cito outros que vc não disse: bar do juvenal, bar da rosa, 911, bar do léo, etc… mas quais destes locais estão na ativa hj com show toda semana como eram os que citamos? Viver de passado é algo pra museu concorda, mas era muito bom sim. Quem garante q as pessoas q lotavam o garage pra ver bandas hc no passado estarão em algum show hj? Muita gente envelheceu, mudou de vida, tem familia, casou, virou crente, etc..

    Caro Levi, não sou playboy, moro numa kitnet quente, apertada, e fedida.
    Você com certeza mora melhor do que eu.
    hehehehe
    Jjá fiz muito show Do It Yourself na vida, sem palco, sem iluminação e com equipamentos conquistados no esforço e bota esforço nisso, cheguei a comprar todo ekipamento de som do antigo Tomarock em Caxias com a grana das entradas onde nakela epoca nenhuma banda vendia um ingresso pra tocar, os meus 7 primeiros shows tinham apenas um canhão de iluminação pra iluminar um palco tosco, mas tinha palco! hehehe
    já fiz shows em locais onde não tinha palco, mas evoluir é uma coisa natural quando se trabalha só com shows. eu não to desrespeitando quem faz shows em locais como o “quintal da tia maria na zona oeste” desejo sucesso total lá, eu até ja fui lá ver shows de amigos meus. O que não concordo é que tais shwos poderiam ter uma qualidade um pouco melhor, acho que toda banda gosta de tocar num ekipamento de som legal e algumas num palco. A parte do palco É UMA OPINIÃO MINHA, acho que tem q ter palco, sendo hardcore ou não. Só isso.

    Bolinho, juro que não entendi o que você quis dizer, me explica isso por favor: “É viável, ao invés de cobrar antecipadamente uma cota “x” de ingressos, estabelecer cotas de “lucroX prejuízo” em um show, a ser acertado a posteriori?”

    Cristiano Onofre, admiro pessoas como vc que fazem shows, mas aí que tá mano, eu acho que ficar a vida toda tocando pra 50 pessoas pros mesmo amigos de sempre com poucas variações de pessoas no público e quase sempre no mesmo local, um pensamento errado. Me desculpe, mas é só minha opinião que claro ninguém pediu, acho que o leque pode se estender a outras pessoas com divulgação maior e levar não só 50 pessoas pro local, mas 100 ou 150 pessoas , saca ? O que você vai fazer com essa grana das entradas? Pagar os custos do seu evento, e o que vier de lucro você investe numa divulgação maior pra outros shows. Acho que se pode ser underground, sem perder esse “romantismo” todo que se tem nos seus eventos e em outros semelhantes sem ser tosco como muitos insistem em ser. É só uma idéia!

    Vlw Daniel.

    CALOTEIRO – bem galera, os que tão me chamando de caloteiro, só sabem um lado da história, seria interessante saber o outro lado da historia como Athos fez nessa entrevista, quem quiser saber o que rolou no lance do Dance of Days é só me mandar um email pra lucianotomarock@yahoo.com.br não vou explanar aqui pq é MUITO constragedor as pessoas envolvidas. quem quiser saber, mande email. Quem não quiser continue me chamando de caloteiro.

  25. luciano pazon 26 fev 2010 at 12:23

    Vejam bem, a prática de bandas vendendo ingresso sempre existiu, quando estavam no underground Los Hermanos vendeu ingresso, Ramirez vendeu ingresso, Forfun vendeu ingresso, Leela vendeu ingresso, Planet Hemp vendeu ingresso e um monte de outras bandas. Como a maioria que frequenta aqui é do hc essas bandas não fazem diferença alguma pros mesmos. Mas vejam onde estão! Vender ingresso como disse na entrevista é uma opção. Uma coisa que deveria ficar claro é: Ninguem bota uma arma na cabeça da banda e fala vc tem que tocar!!! Toca quem quer!!! Sacou ? Eu não vou chegar pro Athos e falar, sua banda tem que vender 20 ingressos pra tocar, ele vai é me mandar eu tomar penetrações anais tranquilo, ou Crime Passional, Frontal, Plastic Fire ou Norte Cartel e outras bandas, saca? Isso ainda vai render muito…

  26. luciano pazon 26 fev 2010 at 12:29

    tudo isso sem pay to play ou venda de ingressos a apartir de março:

    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=97698084&tid=5442133806927694480&start=1

    a quem interessar possa !!!

  27. nene altroon 26 fev 2010 at 13:00

    bom, antes de mais nada é uma opinião minha e não da banda toda ok?

    fazia MUITO tempo que não tocávamos no Rio. chegamos e fomos muito bem recebidos. a organização do show foi legal, a aparelhagem legal, a casa legal, a galera então nem se fala, a recepção foi maravilhosa…

    luciano me recebeu muito bem, me deu assistência em tudo que pedi, conversamos um bom tempo, me pareceu ser uma ótima pessoa.

    o que me deixou chateado não foi o fato de ter dado problema nessa parte. estou no underground desde 1986 e sei que problemas acontecem… merdas acontecem… o que me deixou chateado luciano foi você não ter vindo falar com a gente e falado, olha galera, rolou isso isso e isso, como podemos solucionar o problema e tal.

    tivemos as melhores recomendações de você, poxa a galera do Elam que estava aí deu super aval pro seu trabalho, então eu, pelo menos, fiquei hiper tranquilo.

    o lado ruim mesmo foi que, além de não recebermos (o que nesse momento é o que pesa menos na história) tivemos que pagar a van e a equipe do nosso bolso, e, isso sim, foi um autêntico pagar pra tocar. e um valor que pesou, pelo menos pra mim.

    mas, digo pra ti luciano, aprendi isso com o Redson, a gente não pode iniciar uma relação logo de cara na desconfiança. tem que dar um crédito. apesar de todo esse tempo eu ainda espero um contato seu, sinal de fumaça, um “aí parceiro como vamos resolver isso” ok?

    de resto o show foi maravilhoso, a galera do rio sempre foi incrível, a vibe foi ótima…

    enfim, sou um punk otimista hahaha

    abraços!

    nene altro

  28. gustavo veganon 26 fev 2010 at 14:09

    então galera show do warcry(USA) amanhã num quintal ali em vila isabel, com vivenciar, anarkóticos e el efecto, 4 conto só! ;)

    o endereço do quintal é: rua justiniano da rocha, 466 – vila isabel

    vai ter um debate sobre o D.I.Y em portland, hitória e atualidades….

    vai ser mais legal qeu ficar discutindo aqui…

  29. Toron 26 fev 2010 at 14:18

    Bonita a entrevista, é legal ver o outro lado sempre.

    Mas numa boa, a questão central é: Nada justifica a exploração das bandas de abertura com vendas de ingressos!

    Nada contra ganhar dinheiro com o Hardcore, nada contra os shows do Circo Voador, eu quero mais é que as bandas e produtores de eventos ganhem dinheiro com a porra toda.

    Só que há um limite para isso, uma coisa é você realizar um show, conseguir lota-lo e ganhar a sua, outra coisa é você ganhar explorando a mulecada.

    É lógico que existem bandas que se oferecem para esse tipo de coisa, o que a mulecada não entende é que essa mesma grana, pode ser investida em um instrumento melhor, em uma gravação melhor, em uma divulgação.

    Agora a justificativa é linda “eu tomei 7 mil reais de prejuizo”, pô malan, assim como ninguém bota uma arma na cabeça da mulecada para ela aceitar participar desse tipo de evento com a sua banda, nenhum produtor é obrigado a realizar o show, se acha que vai tomar preujízo não o faça.

    A “cena” carioca pode estar uma merda, o que eu discordo, onde eu vivencio a cena que é na minha cidade (Barra Mansa) as coisas estão devagar mas estão andando, já esteve melhor óbviamente, mas ainda assim continua andando, agora não vai ser os eventos “pay to play” que vai ser a “salvação” para cena carioca.

  30. Toron 26 fev 2010 at 14:21

    Então já que o Nenê Altro jogou na roda aqui que não recebeu, seria viável o Luciano jogar na roda aqui as suas justificativas, para vermos o outro lado também.

    Fazer evento “pay to play” e não pagar a banda hardline é mais sacanagem ainda!

  31. nene altroon 26 fev 2010 at 14:49

    mas faça-se saber que não estou jogando isso na roda para constranger ninguém

    ainda acredito numa solução bacana para ambas as partes

    organizo eventos desde os anos 90… sei que as vezes tomar bucha faz parte…

    enfim… estou por aí

  32. Marcos Lamorexon 28 fev 2010 at 04:56

    SOu gay idai .???

  33. black flagon 01 mar 2010 at 14:21

    “Me dedicarei a shwos de metal extremo de agora em diante em vez de perder tempo fazendo shows de confronto, dance of days, dead fish, etc… pq o público metal comparece em massa nos shows, como foi o caso do evento de sabado q fiz na planet music.

    amo hardcore, tenho e fiz muitos amigos e inimigos no hardcore mas pra mim esse estilo já deu o q tinha q dar.”

    Palavras de Luciano, escritans no orkut.

  34. Erasmo Carloson 05 mar 2010 at 00:47

    Ser fudido eo que nos dã forças para lutarmos contra pessoas e bandas que acreditam que pagar pra tocar vai tornalas o próximo iron maiden!

    E eu queria saber o pq do rapaz ali em cima falou de buzão?

    Ao invés de pagar pra tocar pq não junta o cash e investa na banda?

    Rockero é tudo burro mesmo

  35. Isabelon 25 mar 2010 at 23:02

    Esse assunto é, realmente, bastante interessante.

    O rock tal como entendemos hoje surgiu a partir de idéias revolucionárias, como protestar contra autoridades, valores e conceitos adotados de forma cega, e mesmo propor a própria desconstrução da música. O surgimento do rock remete ao que é visionário, porque a arte propriamente dita tem caráter visionário. É uma forma de fuga do mundo.

    O que ocorre é que os tempos mudaram, a economia mudou, as tecnologias avançaram assustadoramente e a arte (de um modo geral) ficou de lado.

    Com tanta praticidade no mundo, os entretenimentos do tipo “pegue e pague” se tornaram predominantes na sociedade. A música passa importar bem menos do que a imagem daqueles que a tocam (que nem sempre compõem). E, já que a ordem do dia é gerar dinheiro/reconhecimento/fama (pois a vida tá difícil), quanto mais gente agrupada, melhor.

    Isso tudo só poderia resultar num círculo vicioso: se quanto mais gente num evento, melhor, e se a maioria curte a cultura “pegue e pague”, isso significa que os eventos serão riquíssimos em quantidade, mas escassos demais em qualidade (por mais que haja “equipamento fodástico”), pois as pessoas presentes não vão “fortalecer a cena”, vão apenas seguir os demais, sem sequer ter consciência de onde estão. Então acho descabido demais falar em “cena” da forma como falam. Tá mais pra “point”.

    ********************
    Luciano Paz,
    “já fiz shows em locais onde não tinha palco, mas evoluir é uma coisa natural quando se trabalha só com shows.”
    Considerar (e expor com tanta convicção) ser “mais evoluído” ter palco do que não ter soa como prepotência de sua parte.
    ********************

    Já fui várias vezes (e vou, sempre que possível), em diversas localidades, tanto a eventos de metal quanto de hardcore, porque gosto de ambas as vertentes. É incrível como o perfil do público muda de acordo com o que vai rolar no evento. Aliás, muda tanto que se torna impossível compará-los. As propostas de entretenimento são outras. Inclusive um show sem palco e com equipamento ruim no quintal da tia mariazinha foi um dos mais divertidos a que já fui.

    Sem mais.
    Abraços a todos! =)

  36. TotalRockIziion 24 jul 2010 at 03:52

    celebrex molecular structure vfvytl evergreen mortgage 728400 auto loans with poor credit cbo unsecured credit offers for bad credit 464

  37. Gyuguysdgauygon 05 ago 2010 at 04:07

    atacand cialis – cialis and food

  38. Cysadtuytdsauyon 10 ago 2010 at 01:05

    xanax taper schedule – xanax not working

  39. Zasiojdjdhfggfon 10 ago 2010 at 01:06

    cialis en mexico – cialis effect on blood pressure

  40. Vyugsauyuygon 10 ago 2010 at 09:33

    valium and panic attacks – valium rxlist

  41. Hihuiuhasduihon 10 ago 2010 at 09:33

    get ambien – ambien com

  42. ljfzmjtiomaon 14 ago 2010 at 13:35

    kFA2mP avysrbukawvm, [url=http://jovzbtquyprg.com/]jovzbtquyprg[/url], [link=http://yztobxeekqnc.com/]yztobxeekqnc[/link], http://cudgaqactaiy.com/

  43. Portduygsduygyuon 24 ago 2010 at 19:57

    roche valium offers – buy xanax and valium on line without a prescription buy cheap xanax online no prescription – purchase xanax online

  44. Serfawdroweytrerton 24 ago 2010 at 21:58

    buy valium overnight – buy valium without prescription buy xanax no prescription – buy xanax

  45. Fergiletersewon 25 ago 2010 at 17:36

    blue valium prescription free – buy valium compound suppositories buy cheap xanax online no prescription – buy alprazolam online no prescription

  46. Vrfedsoweytrerton 26 ago 2010 at 01:11

    valium – cheap valium buy xanax overnight delivery – buy xanax online legally

Trackback URI | Comments RSS

Leave a Reply