Archive for the 'blog' Category

Athos Moura

Entrevista Gigante Animal

A banda Gigante Aninal esteve no Rio de Janeiro recentemente para uma série de show’s. Aproveitando a oportunidade o líder da banda, Os Abreus, Júnior Abreu, conversou com o pessoal da banda. Veja o o bate-papo abaixo.

Reparando os nomes de bandas antigas de determinados integrantes do Gigante, notei uma peculiaridade neles. De onde surgiu o nome Gigante Animal?

Queríamos botar algum nome que causasse estranhamento, mas que ao mesmo tempo tivesse a ver conosco. Foi então que Guilherme e chacal chegaram com esse nome tirando de uma música dum violeiro caipira, achamos à idéia muito boa, já eque temos grande ligação com o interior de São Paulo tendo morado por lá (Henrique, Lucas e Guilherme) durante grande parte da vida.

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Athos Moura

Zander lança novo EP no Rio de Janeiro

dsc02075 150x150 Zander lança novo EP no Rio de Janeiro

 

Já faz algum tempo que os fãs do Zander esperavam para ver a banda ao vivo novamente. Após dois meses afastados dos palcos, o grupo tocou ontem (4/7), na Drinkeria Maldita Copa, no Rio de Janeiro, e fez o lançamento do seu mais novo EP, “Já Faz Algum Tempo”.

 

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poster3 215x300 Guidable   a verdadeira história do Ratos de Porão

Há coisas na vida que acontecem diante dos nossos olhos e passada a sensação de testemunhar a história, você para e diz: “Que foda!”. Foi essa a minha certeza ao assistir a estreia para o grande público do “GUIDABLE – A Verdadeira História do Ratos de Porão”, nesta tarde de sol de sábado em São Paulo. Sala lotada e os mais de 236 presentes certamente tiveram essa mesma sensação.

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Andrea Ariani

Bandas no Twitter

twitter 300x145 Bandas no Twitter

Que fazer divulgação na Internet é essencial para a divulgação de uma banda, isso é regra de todo artista mainstream ou independente. As opções de páginas são inúmeras e todo mundo também sabe: blogs, fotologs, orkut, youtube, last fm, facebook e o myspace estão entre os mais comuns e mais utilizados.

Mesmo tendo sido criado há 3 anos, o Twitter é atualmente a grande novidade em termos de divulgação. E por que é tão diferente? Não só bandas, artistas mas eu, você, cidadãos comuns tem a oportunidade de dividir o mesmo espaço com o Barack ObamaOprah Winfrey , o vice do Bill Clinton e ativista Al Gore   ou o presidente do Senado brasileiro e o técnico do Corinthians.

Tanto tem sido o barulho que tem chamado a atenção da grande mídia e foi capa em março de uma edição da Época. Segundo a matéria, o Twitter foi concebido pelo programador americano Jack Dorsey há 17 anos. Ele desenvolvia programas para rastrear motoristas de táxi e percebeu que a mesma tecnologia poderia ter outros usos. Mas foi preciso que se juntasse a Biz Stone e Evan Williams (este último, também fundador do site Blogger) para que a ideia ganhasse forma.

A grande novidade do Twitter é o ritmo. Por algum motivo inexplicável, as pessoas não param de trocar mensagens e já são 6 milhões de usuários no mundo. É entendido como uma mistura de blog e celular. As mensagens são de 140 toques, como os torpedos dos celulares, mas circulam pela internet como os textos de blogs. Em vez de seguir para apenas uma pessoa, como no celular ou no MSN, a mensagem do Twitter vai para todos os “seguidores” – gente que acompanha o emissor.
 
Independente do fato de expor a qualquer custo , de ser ou não fake  ou das consequências  que as recorrentes postagens possam gerar, o que interessa é aqui falar de música e com essa ferramenta tem se tornado aliada das bandas.

A facilidade de em poucas palavras responder a pergunta básica “O que você está fazendo?” é que tem atraido tantas bandas ou integrantes a falar de lançamentos de discos, músicas, novos shows, se estão na estrada, além de ter um contado maior com fãs que também tem o seu perfil lá e dividir gostos e impressões de uma maneira mais ágil do que um e-mail ou comentário num blog/fotolog.

Indo além dos nomes mais pops e que são mais facilmente encontrados e tem um enorme número de seguidores (também no Twitter), faço aqui um top despretencioso com perfis de bandas independentes de rock, que estão entre mais legais e ativos. Algumas estão em tour, na expectativa de lançamentos de novos trabalhos, preparando uma sessão de fotos, etc.  Segue a listinha:
Nuestro Sangre, Dance of Days Killi , Carbona ,Dead fish,Zander, Envydust, Sugar Kane, Hateen e Cardiac.

Na realidade, sim, Twitter vicia. E a facilidade de postar do celular ou de outros aplicativos  que não sejam o próprio site oficial estimula ainda mais a vontade de permanecer conectado. Mas também é verdade que é preciso a disponibilidade  1) gostar de escrever, 2) gostar de se expor, 3) ter paciência e algum tempo para isso. E numa banda, geralmente sempre tem alguém com essa disposição para auto-promoção e dizer o que anda fazendo ou tocando por aí.

E se não por perfis oficiais de suas bandas, tanto no Brasil como lá fora vários artistas atualizam os seus falando de programas que participam, de novas composições, projetos solos, baladas, dicas de filmes, enfim, uma infinidade de assuntos que cercam o universo de cada um. Entre os mais legais, estão os do:  Trever keith (vocal do Face to Face) , Henry Rollins (apresentador de TV e eterno vocal do Blag Flag), Brett Gurewitz (guitarrista do Bad Religion), David Grohl (vocal/guitarra do Foo Fighters), Josh Homme do Queens of the Stone Age e Matthew Bellamy  do Muse.  Além desses também o do atenado David Bowie , o do descolado Perry Farrell do Jannes Addiction e até do esquentadinho Liam Gallagher do Oasis.

Entre perfis de artistas brasileiros, senão entre os mais seguidos, mas os que merecem destaque estão o do João Gordo (vocalista do Ratos de Porão e apresentador da MTV)  e do Clemente (vocal e guitarrista do Inocentes e Plebe Rude e apresentador do Showlivre)  .

fnm1 Bandas no Twitter

O maior destaque de Twitter pessoal vai para Billy Gould, baixista do Faith no more, que encontrou no site a forma mais rápida de declarar oficial a volta da banda aos palcos. Segundo entrevista ao G1 no início deste ano, o músico disse que por enquanto o Twitter será a principal fonte de informação sobre a banda, que reúne atualmente Mike Patton no vocal, Jon Hudson na guitarra, Mike Bordin na bateria e Roddy Bottum no teclado. Segundo ele, o intuito é adotar um esquema de “faça-você-mesmo”, “sem entrevistas e o intermédio da imprensa”. Quem lê os posts do roqueiro, aliás, já sabe que a banda está à procura de um nome para a nova turnê.

Outra volta barulhenta anunciada também pelo Twitter foi a Blink 182 em fevereiro deste ano.  Lá também é possível adicionar o perfil dos 3 integrantes.

Para fechar a lista de dicas, entre as bandas gringas destacamos os perfis do:
Nine inch nailsSmashing Pumpkinks , Beastie Boys Rise Against , The Used, WeezerAC/DC , Sonic Youth  e Pearl Jam.

Se o Sepultura, MegadethOzzy e até a Yoko Ono tem, o que você está esperando para fazer o seu? Siga as dicas e seu artista preferido, nos dê dica de outros que não foram citados e claro, siga a gente aqui do site também: Athos Moura e Andréa Ariani.

 

Athos Moura

Clima de bar

Olá amigos, como vão? Espero que bem. Nos últimos post’s o site tem recebido um grande número de acessos. O que me deixa muito feliz. Obrigado a todos que vem aqui, perder ou ganhar seu tempo.

 

Nos três últimos textos recebi mais de mil visitas. Para um site que tem menos de um mês é um número expressivo. Baseado nisso, resolvi tentar conhecer meus leitores e tornar o clima cada vez mais intimista.

 

Peço que usem o espaço de comentários para se apresentarem, falarem de suas preferências, o que andam fazendo, etc. O espaço é livre, não há censura. Muito do que vocês falarem pode virar pauta.

 

Vou começar, quem quiser pode seguir o modelo, ou fazer da maneira que achar melhor.

 

Sou Athos Moura, carioca, 21 anos e jornalista, além de ser baixista da banda Ataque Periférico. Gosto de saber bastante sobre música, história e política. Sou apaixonado por guerras, as que passaram, as contemporâneas acho que poderiam não existir. Essa paixão trouxe um pedaço da minha infância de volta. Estou montando uma coleção de bonecos de guerra.

 

A maioria dos livros que leio são sobre história e guerra. Atualmente estou lendo o livro “Uma Breve História do Mundo”, de Geoffrey Blainey. Leio os jornais O Globo e Folha de São Paulo, todos os dias, e assino as revistas Aventuras na História e Época.

 

Minha preferência musical é hardcore, mas não me prendo a esse estilo. Ultimamente tenho escutado o novo CD do Dead Fish, “Contra Todos”. O novo CD do Repúdio, banda de punk rock aqui do Rio, ele se chama “Prá que Entender?”, produzido por Rafael Parra, meu sócio da A&R Produções e guitarrista do Ataque Periférico. O lançamento foi feito pelo selo Parayba Records. Outro disco que sempre está tocando aqui em casa é o Mula Poney, do Leptospirose. Há alguns dias eu fiz a resenha do CD, está em alguns post’s mais atrás, mas vou facilitar. Clique aqui e leia.

 

Bom, é isso. Basicamente, eu sou isso.

 

Grande abraço!

Athos Moura

A&R Produções

logo A&R ProduçõesVou realizar aqui um momento egocêntrico. Afinal que pai não tem orgulho do seu filho? A&R Produções foi (é) uma criação minha e do Rafael Parra que me enche de orgulho. Eu tenho uma admiração muito grande pelo trabalho que conseguimos realizar. No momento estamos parados, não sei se voltaremos, mas com certeza foi algo que valeu a pena.

Ok, tenho 21 anos, sou novo, podem falar que não entendo nada de rock, mas já estou na “cena” há sete anos. Tive a sorte de sempre me relacionar com as pessoas certas e tive como sócio um rapaz que entende muito do assunto. Tentamos contribuir para o profissionalismo da nossa cena, onde as bandas de fora eram pagas, tocavam em som de ótima qualidade, os ingressos eram baratos (R$ 4) e as bandas novas tinham oportunidades de tocar (sem vender ingressos ou pagar).

A produtora começou em dezembro de 2007 e encerrou suas atividades (espero que temporariamente) em dezembro passado. Ao todo foram realizados 14 shows em três casas diferentes, 48 bandas passaram por nós, bandas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Brasília, Rio Grande do Norte, França e Estados Unidos. Vieram bandas de Grind, Punk, Thrash, Melódico, Old School, Metal, Rock n’ Rol e afins, prezamos sempre pela diversidade dos estilos.

Enfrentamos falta de incentivo, alguns shows com pouco público, críticas improdutivas, lidamos com inveja, recalque, falta de respeito e muitas outras coisas ruins que não valem a pena ser citadas. Mas posso garantir que os fatores positivos foram maiores, recebemos apoio, muito obrigado a Necrose, Ana Paula, Klotz e Audio Rebel; fizemos muitos amigos, trocamos experiências, histórias, contatos e admirações; aprendemos a trabalharmos melhor em cada show. Foi ótimo ter contato com cada integrante de banda, cada música, cada pessoa do público. Isso sim fez a diferença.

A maioria das pessoas diz que o hardcore é uma mentira, eu sei que é. Mas é uma mentira que trata da forma certa vale a pena. Nós acreditamos no Do It Yourself, mas não no DIY sem respeito ao próximo. Podemos ser Underground e profissionais ao mesmo tempo.

Show do Dead Fish no circo voador é sempre a mesma coisa. A banda faz a sua parte, manda muito bem. Já o público. Ah, o público. Hoje eu lhes apresento um pequeno manual de como se comportar no show do Dead Fish no Circo Voador.

 

1- O palco

 

O palco é da banda. Respeite isso. Você invadir o palco além de atrapalhar os músicos, pode desligar, ou pior, danificar os equipamentos. Acredite em mim, isso prejudica demais o show.

 

O palco não é passarela. Buscando no Youtube é fácil ver as pessoas desfilando no palco. Ninguém vai te achar mais bonito por isso. E é ridículo.

 

2- Stage Dive

 

O princípio do Stage Dive é subir na beira do palco e pular. Vou repetir Subir e PULAR. É pular e não permanecer lá.

 

No circo Voador há um espaço no palco antes das caixas de retorno. Esse espaço é suficiente pra você subir, se equilibrar e se jogar. Dá até pra caminhar por ali. Não há a menor necessidade de ir lá perto da bateria correr o palco todo pra depois descer.

 

 

Quando pular, tome cuidado. Existem pessoas embaixo de você. Não pule em pé. Eu sei que é desagradável passar sua bunda na cara de alguém, mas pode ter certeza que levar uma pesada na cara é mais desagradável ainda.

 

Na hora de pular, tome cuidado. Lembre que existem pessoas embaixo de você e não uma piscina.

 

Gente, quando o cara pular, segura. No último show algumas pessoas estavam em posições que beiravam a bizarrice. Gente colocando a mão na cabeça com se ela estivesse doendo. É só esticar o braço.

 

Você tá escolhendo onde pular, ótimo. Então escolha um lugar onde alguém já não tenha pulado. Segurar duas pessoas ao mesmo tempo é foda.

 

Amigo, tenha noção. Caso você acha que está um pouquinho acima do peso, pense se você deve pular ou não. Agora, se você tem certeza que você está acima do peso, não pule. Pode ter certeza que quem puder correr vai correr e ninguém vai te segurar.

 

3 – Integrantes

 

Os integrantes da banda são pessoas normais como eu e você. Eles comem, bebem, fodem e até cagam. E o pior, um dia vão até morrer. Eles são de carne e osso. Pra que tentar agarrar os caras no palco? Eles estão tocando, ou melhor, trabalhando. Alguém agarra um gari quando ele está varrendo a rua? Acho que não, né? Então, não façam isso.

 

Ok, é legal tirar foto com pessoas de banda. Mas, porra, tirar foto com eles enquanto eles tocam é foda. Os caras do Dead Fish são super gente boa e sempre ficam de rolé pelo show. É bem melhor você chegar com toda a sua educação e pedir pra tirar uma foto. Os caras vão tirar. Tenha certeza disso.

img 2066 copy 300x200 Dead Fish lança novo disco no Circo Voador (RJ)A banda Dead Fish fez o show de lançamento do disco Contra Todos, na última sexta-feira, dia 6, no Circo Voador, Rio de Janeiro. A festa foi importante por trazer de volta o Nitrominds  ao Rio, o primeiro show do Zander e também por mais um show do Confronto, melhor banda do estado, no Circo. 

A noite começou com a primeira apresentação do Zander Blues. Formada por ex-membros do Deluxe Trio, Reffer, Noção de Nada e Zackarias Nepomuceno; e o atual Dead Fish. Não seria surpresa encontrar uma banda coesa, bem ensaiada e com ótimas músicas. É uma banda do Bill, ou seja, parecida com todas as outras, mas é diferente. É complexo explicar, não é o Noção, como não é o Deluxe, mas podemos perceber as duas bandas nas músicas do Zander. 

O Circo estava relativamente vazio, mas o público presente foi participativo. Tocaram músicas no EP Em Construção, como Pólvora, que tem um vídeo clipe lançado recentemente, e a faixa que dá título ao EP. Além de tocarem um cover da banda R.E.M, The One I Love. 

Confronto

Na sequência veio o Confronto. Pela terceira vez no melhor palco do Brasil. Já habituados, fizeram talvez o melhor show do noite. Mostraram uma prévia do que será a gravação do primeira DVD da banda, dia 25 de abril no Jabaquara, em São Paulo. O show foi baseado no novo CD, Sanctuarium. Músicas como Santuário das Alams, Abolição estiveram presentes no set. Com a casa bem mais cheia, o público cantou, dançou e se divertiu com a banda. O show foi encerrado com o grito de guerra do Confronto, Negação.

 

Após, uma das maiores maldades que já vi no rock. Nitrominds no palco, são 13 anos de histórias, muitos lançamentos e ótimos shows na bagagem. Mas o que o operador de som fez com eles foi um tremenda de uma sacanagem. Para quem não ficou no pogo e quis apreciar o show de longe pode perceber. A guitarra ficou inaudível, o baixo estava extremamente alto e a bateria simplesmente fazia o chão tremer.

Chegou á um ponto que algumas pessoas estavam pedindo pelo amor de Deus para o show acabar. Os tímpanos já doíam. Todas as boas músicas da banda foram prejudicadas por causa de um descuido.

Dead Fish no palco, muitas pessoas se aglomeraram na frente do palco. Com a frase clássica eles entram em cena. “Olá, Nós somos o Dead Fish de Vitória” e já mandaram a dobradinha Venceremos e Não, do novo disco, Contra Todos. Logo de cara podemos sentir uma diferença na cozinha da banda. Como Rodrigo disse em uma entrevista que me concedeu alguns dias atrás, o cara é um relógio tocando. 

 

O exemplo de irresponsabilidade e idiotice era tal que pessoas subiam no palco, desfilavam, tentavam agarrar os integrantes e o pior, tentavam tirar fotos com os caras. Em um momento enquanto Rodrigo cantava, um rapaz tentou tirar uma foto com o celular e o vocalista deu um tapa no telefone, veja o vídeo aqui.

 

Dead Fish

O show se desenrolando e os problemas foram acontecendo. O som também não estava grandes coisas. Mas era o de menos. O público, podemos dizer, meninos e meninas, criados á leite com pêra, fizeram o favor de mostrarem o quanto infantis são prejudicando um show que era aguardado por muito tempo por muita gente.

 

Com isso o show foi ficando desanimado, por parte dos integrantes mesmo. Ao invés de se preocuparem em tocar tinham que correr do público. Mesmo assim a banda deu o melhor de si. Foi bacana quando tocaram Iceberg, penúltima canção do set, no fim da música Rodrigo largou o microfone no palco, foi para a pista e cantou junto com os fãs. O show teve quase 30 músicas e foi encerrado com Queda Livre, do disco Zero e Um.

 

set list dead fish1 217x300 Dead Fish lança novo disco no Circo Voador (RJ)

PS1. Em todos os shows do Dead fish que cobri no Circo voador eu fiz críticas, que vocês podem ler, aqui, aqui e aqui, aos seguranças do Circo Voador. Nesta resenha preciso parabenizá-los. Os dois que atuaram no show tiveram uma postura condizente ao seu posto. Não agrediram ninguém e entenderam que estavam em um show de hardcore.

 

 

PS2. Amanhã, aqui no site, um pequeno manual de como se comprar em um show do Dead Fish no Circo Voador.

 

 

 

 

Fotos por:
Aline Mendes – http://www.flickr.com/photos/auramask/
Deise Santos (Set list) – http://www.revoluta.com

livro 225x300 Gustavo Pelogia lança livro sobre a cena hardcore de São Paulo

Há algum tempo atrás fiz um post em meu fotolog falando sobre os livros de rock. E Acaba de chegar da gráfica o livro Diário de Palco, do jornalista, Gustavo Pelogia. O que a princípio seria apenas um TCC, ou a famosa monografia de término de faculdade virou um livro repleto de depoimentos de pessoal que vivem a cena hardcore de São Paulo. O livro será lançado no próximo dia 17, em São Paulo, na livraria Pop.

Bati um papo com Pelogia e conversamos sobre o livro, a cena e sobre EMO. Confira abaixo a íntegra de nossa conversa.

Por que você decidiu escrever esse livro?
Foi meu TCC da faculdade. Na verdade o nome era “hardcore?”, mas percebi que ele não respondia essa questão e as bandas não estão preocupadas em ter esse rótulo, era mais uma questão minha de “entender” a cena.

E qual o seu envolvimento com a cena?
Meu envolvimento com a cena é o mais próximo possível. Tirando o Cuper e o Alemão, com todos os outros entrevistados eu pude ligar ou falar no msn e dizer “aqui é o Pelogia, estou escrevendo um livro sobre a cena” e marquei com eles. Eu acompanho a cena desde 2002, quando montei o AlternativoRock.com, que hoje não existe mais. Em 2007 vim para São Paulo (sou de Taubaté/SP), pude acompanhar tudo mais de perto, e foi isso que viabilizou a produção do livro.

O que era o alternativorock.com?
Era um site de notícias, como Vale Punk, Besouros, Zona Punk. Meu início do jornalismo com o hardcore se deu através dele. Mas eu saia pra gravar entrevistas e falar frente a frente com as pessoas, coisa que os outros sites raramente fazem.

E como e por que você escolheu esses entrevistados?
Procurei escolher gente de bandas e nichos diferentes. Tem músicos, dono de selo, dono de loja, de casa de show e imprensa. A seleção foi de pessoas que eu conheço e sei que tem história na cena. Não foi uma seleção super apurada, mas acho que ela ficou interessante. Tem diferentes facetas de pessoas que “vivem” no mesmo lugar.

Como você classifica o livro? Como um livro de contos, biográficos sobre essas pessoas, como que é?
Pra mim é uma coleção de perfis. Mas como eu digo no prefácio, é necessário levar em conta a data da entrevista (entre janeiro e outubro de 2008), pois algumas pessoas podem pensar ou estar em lugares diferentes hoje.

E depois que você escreveu o livro o seu pensamento sobre hardcore mudou?
Não. Eu só acho que as bandas precisam parar de ter medo do EMO. O Sandro e o Sonrisal falam um pouco sobre isso, mas não se incluem. O emo é uma parada dos anos 90, mas a mídia diz como se fosse só franjinha e criança chorando e como se tivesse nascido com o Nx Zero.

E o que é o EMO então?
O EMO é parte do hardcore, saca? Não do hardcore punk, mas é um braço do hardcore melódico. Se as bandas colocassem isso mais em evidência, não seria tão mal visto assim. Um dia eu fui trabalhar com a camisa da Fresno e putz. Eu entendi o que um EMO sofre.

Você acha que o próprio público ajuda que essa imagem seja feita dessa forma?
Sim, o EMO virou coisa de adolescente e a referência para eles é o que está na mídia. Não que seja ruim ter virado “coisa de adolescente” e tomado grandes proporções, mas o EMO é motivo de piada até dentro da cena, com as bandas. Porém, todas elas fazem uma baladinha, fazem alguma música mais EMO. Então elas deveriam assumir isso e contar quem são as referências. Boa parte dos músicos daqui provavelmente conhecem The Get Up Kids, Dashboard e um montão de bandas que eles chamam de EMO e ouvem. Por que é um problema assumir isso?

Você se considera um EMO?
Hoje não, mas eu já fui sim. Passava o dia ouvindo bandas EMO, usava sempre camiseta de bandas EMO, saia sempre de cinto de tachinhas. Isso era uma coisa muito sincera pra mim.

E por que não se considera mais?
Tem um amigo que diz que eu “sou da primeira geração dos EMOs de Taubaté”. E cara, numa boa: hoje mesmo eu joguei do CD para mp3 o primeiro cd da Fresno, que não ouvia tinha um tempão. Isso não me impede de adorar os Sex Pistols e o Dead Fish. E nem de passar o carnaval pulando marchinha. Porque descobri outras bandas e outros valores. Ainda ouço essas bandas EMO, com uma certa nostalgia daquele tempo, mas existem outros estilos que mexem comigo.

E tudo isso está refletido no livro?
Em partes, porque é claro que minha experiência na cena é base para fazer perguntas para os entrevistados. Mas não fala diretamente sobre mim, pois o livro é sobre outras pessoas.

Mas é um livro mais focado pro hardcore emocional, certo?
É um livro focado nestas pessoas. O Alemão fala sobre punk, o Fausto fala sobre sxe, o Fran é louco por Bad Religion. No meu ver, todos eles tem um pé no hardcore-punk, o que não os impede de falar sobre assuntos diversos. O Sonrisal fala sobre as faculdades que não terminou, o Alemão era dono de gráfica, o Felipe (Ideal) conheceu a Maria numa festa italiana. Eu acho genial conhecer esse lado das pessoas.

O lançamento vai ser só em São Paulo ou terá em outras cidades?
Por enquanto, vai ser só aqui. Tudo acontece no esquema “faça você mesmo” e com apoio das pessoas. Todo mundo que participou do livro, vai receber como pagamento um exemplar. Os fotógrafos cederam as fotos, as bandas vão tocar de graça, o equipamento de som é de um ex-chefe meu, que vai ficar lá trabalhando também.
Se alguém me chamar, é claro que quero ir pra outros lugares. Mas não sei como vai ser a recepção do livro, pois é o primeiro (que eu conheço) do hardcore que não fala e não foi escrito por uma banda especifica. Eu realmente espero que leiam daqui alguns anos e lembrem como era a cena hoje

E pra terminar, qual foi sua nota do TCC?
Foi péssima! haha tirei 8, enquanto a maioria do pessoal tava 9 pra cima. A (faculdade) Cásper é muito aberta com TCC, então tive o Gustavo Martins (jornalista/voz do Ecos Falsos) e o Marcelo Viegas (cientista político, jornalista e velho da cena) na banca avaliadora. Eles reclamaram do português e estavam muito certos. Tenho um grande problema com acentos e agora até no MSN eu fico com um dicionário do lado.

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Serviço:
Lançamento do Livro Diário de Palco
Dia 17/03 (terça-feira), 18h
Livraria Pop – R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 297
Entrada – Grátis
Exposição de fotos – Luringa e Mauricio Santana
Shows acústicos – Niper (Pull Down), Otávio Cavalheiro (ex-Falante) e Natashha
http://www.diariodepalco.com.br

Athos Moura

Dirty And Real Tour

No último fim de semana rolou a primeira de três parte da Dirty and Real Tour. Turnê organizada pelas bandas Plastic Fire, Auria e Preludio. Estive em São Paulo para conferir. Porém, fui apenas como espectador.  Hoje, quem preenche esse espaço é a jornalista Andréa Ariani.  Ela fez a resenha do show e gentilmente cedeu para o site.

DIRTY AND REAL TOUR - Preludio, Plastic Fire (RJ), Auria (ES), Index e Stronger Than before – Espaço Impróprio/SP – 28/02/09

 

Por Andréa Ariani

 

A idéia de reunir os amigos que tem banda e fazer um som juntos em algum lugar, no melhor estilo “do it yourself” é tão antiga quando o movimento que a originou. E a galera que se juntou para fazer a Dirty and Real Tour levou essa máxima ao extremo, já que além de amigos, o intercâmbio junta bandas de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, para tocarem nesses estados. Em cada edição esses três lugares serão representados por Preludio (SP), Plastic Fire (RJ) e Auria (ES) e o line up restante irá se revezar nas próximas datas.

 

A tour começou em SP, no Espaço Impróprio no sábado (28/02). Calor infernal e muita gente circulando pelo circuito de shows da Augusta. Se metade tivesse deixado por uma noite de assistir o show de bandas que se vê quase sempre, poderiam ter a oportunidade de ver de perto o que é o verdadeiro hardcore.

 

Com um pouco de atraso da hora marcada para o início, a primeira banda da noite foi a paulista Stronge Than Before. Desde 2006 na estrada, Luís (guitarra), Steve (baixo), Jukinha (bateria) e o sempre simpático vocalista Sandrox, fizeram um show cheio de energia para botar a galera pra cima e preparar para o que viria na sequência. Tocando sons próprios, baseado no EP “Sincero, puro e veloz” lançado em 2007, “Futuro da humanidade” foi uma que rolou por lá. Enquanto a banda prepara material novo para o lançamento do primeiro CD, deu pra mostrar ao vivo o que vira a mistura de NOFX e Sick of it all cantado em bom português.

 

Do ABC, mais precisamente São Caetano, a próxima foi a Index. Alle (vocal), W (baixo), Bato (bateria), sem dúvida tem como pontos fortes a presença de palco e o peso das guitarras de Dé e Robson (que também toca baixo no Overlife Inc). A banda continua divulgando o CD “Aposta”, lançado em 2007. E, entre outras, tocaram “Luzes baixas”, “Torneios cegos” e “Por nós”.

 

Na sequência, o Auria. A banda do Espírito Santo é ao vivo exatamente o que descreve sua biografia no myspace: forte ligação entre a energia do hardcore junto com a melodia do punk rock. Lembra bastante Garage Fuzz, mas não como cópia mas como uma boa influência e muito de Rise Against e Millencolin, banda cujo guitarrista Zorzal tem o logo tatuado na perna. Com Rodrigo Lima (vocal do Dead Fish) de bermudão e chinelo na platéia, fizeram a estréia de seu novo baixista, Marcelo (que já tocou nas bandas Seven Red Notes, Hematófagos e “Chandelle”) e substitui o John que agora mora em SP. Destaque para o vocalista Rafael e para e para o som “Entrelugar”, que dá nome ao clipe e primeiro CD gravado em 2007.

 

Se dependesse da energia do vocalista Reynaldo, o Impróprio viria à baixo com o show da sua banda Plastic Fire. Os cariocas (Daniel na guitarra, Puruca no baixo e Erick na bateria) fazem um som poderoso e cheio de pegada. Enquanto o vocal corre, pula, salta, anda o palco inteiro e tem energia suficiente pra agitar o público presente e o que poderia estar lá. O set foi até relativamente curto mas “Negativo”, “Contra o tempo” e “Futuro” foram a uma mostra do que o hc tem que ser: muita atitude com músicas simples e diretas.

 

A mais aguardada e que fechou a maratona foi o Prelúdio. A banda acaba de lançar seu mais recente trabalho, “Vertical” (lançado pela Indubio recs) e por isso estão empolgados para tocar e o público também estava bem curioso para ver o resultado dos sons ao vivo. Como a grande maioria, não querem ser rotulados nesse ou naquele estilo, mas se dividem entre o hardcore melódico e por vezes agressivo e com boas letras. O set, claro, foi mais baseado nos novos sons, entre eles ” Auto exilio”, “Ação em reação” e a ótima “A décima letra que introduz um nome forte”. Não faltou também um cover de “Remedy” do Hot Water Music.

 

Parafraseando o Preludio, é fácil definir em poucas palavras qual será o espírito dessa tour: enérgico, direto e verdadeiro. Se por um lado não foi lotado, foi sincero. Amigos tocando para amigos.

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