ago 11th, 2009
Ratos de Porão no Hangar
Como diz o ditado, o bom filho à casa torna.
Noite quente reuniu público democrático para rever o Ratos no Hangar.
Como diz o ditado, o bom filho à casa torna.
Noite quente reuniu público democrático para rever o Ratos no Hangar.
Vocês já leram milhares de resenhas do Zander aqui no site. Ok, a banda é boa, os shows são bons, mas não é muito legal ficar repetindo pauta. Dessa vez resolvi fazer diferente. Ao invés de fazer vocês lerem, vou fazer vocês assistirem.
A banda se apresentou neste domingo (09/08) no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro, no Festival Faça Você Mesmo. Compareci e filmei todo o show. Ele está dividio em oito partes. Aproveitem!
Dez anos de história foram documentados em um show. A banda Confronto comemorou sua primeira década gravando um DVD, de um show ao vivo, em São Paulo. A festa teve como convidados as bandas Still Strong, Linha de Frente e Bandanos.
Por volta das cinco da tarde o portão galpão do Jabaquara ainda estava fechado e o público se aglomerava na Porta. Enquanto isso a equipe da Toro, empresa responsável pela gravação do DVD, captava alguma imagens e fazia entrevistas com os fãs da banda.
Houve uma demora muito grande para que o público pudesse entrar no galpão. Mas sem maiores problemas. Todos entenderam que era a gravação de um DVD e tudo precisa sair absolutamente perfeito. Um pouco depois das sete horas da noite as portas foram abertas. O galpão foi totalmente transformado para esse evento. Câmeras em diversas partes, um palco grande com oito caixas de guitarra, duas de baixo e bateria com dois bumbos. Uma produção impecável.
Para abrir a noite, já com muitas pessoas presentes, a banda Still Strong, da nova safra de bandas paulistanas. Eles iniciaram a sua apresentação com a introdução da música “For Whom the Bell Tolls” do Mettalica. O show da banda foi um pouco comprido e didático. O set foi composto por músicas de seu split com a banda Corleone. Para fechar eles levaram a galera ao delírio, tocando “Step Down”, clássico do Sick Of It All.
Na sequência veio o Linha de Frente, diretamente de Brasília. A banda é uma das mais atuantes politicamente falando da cena streight edge (sXe) e vegan. Muitas pessoas queriam ver a banda. Eles têm pouca oportunidade de tocar em São Paulo, onde a cena sXe é bastante ativa, por conta de sua postura que muita gente considera de extrema direita e suas idéias contrárias ao aborto.
O show foi ótimo. A banda é precisa, coesa e os vocalistas conseguem segurar a atenção do público o tempo inteiro. Eles estavam a vontade e comandaram a apresentação com maestria. O set começou com músicas novas que estarão no próximo EP e ao longo da apresentação tocaram sons do Split com os capixabas do Dzespero. Uma das tocadas foi Gritos de Silêncio, que você pode ver no vídeo abaixo.
A última banda de abertura foi o Bandanos. Assisti de longo o que me pareceu um show apático, com pouca integração com o público, principalmente por parte do vocalista. Foi um show curto. O set foi o mesmo dos últimos shows da banda.
Tudo pronto para os donos da festa. O público se aglomerava na frente do palco gritando insanamente o nome da banda. A luz apagou e no meio das pessoas passaram Felipe Chehuan, Maximiliano Morais, Eduardo Moratori e Felipe Ribeito, o Confronto, de mãos dadas em direção ao palco. O baterista, Felipe Ribeiro sobe no palco e começa a bater nos pratos, em seguida sobe o resto da banda aparece no palco e a galera vai a loucura.
Antes mesmo de o show começar o mosh pit estava armado. Começaram com Santuário das Almas e o galpão do Jabaquara veio abaixo, músicas após músicas. A intensidade, brutalidade e emoção de estar completando dez anos de banda eram demonstradas em cada nota que foi executada com precisão.
O set list foi montado cuidadosamente para que nenhuma fase da banda ficasse de fora. Foram quinze músicas que passaram por todos os álbuns, estavam presentes “Corporações Assassinas”, “Queda, Guerra e Morte”, “Causa Mortis”, “Confronto”, “Vale da Morte”, entre outras músicas que regeram muito mosh pit, stage dive e o famoso Walls of Death.
Foi aproximadamente uma hora de show. Quem acompanha a banda desde o início e viu o seu crescimento pode sentir claramente a emoção, o significado e a dificuldade que foi chegar neste ponto. Nos dias de hoje uma banda independente fazer o que o Confronto fez e vai continuar fazendo é comprovar que se o trabalho for honesto, apaixonado e perseverante, tudo é possível. Basta correr atrás.
Veja o depoimento exclusivo do vocalista do Confronto, Felipe Chehuan, após o show, para o athosmoura.com
O DVD ainda não tem data certa para sair. É um trabalho mais complicado de ser feito. Ainda é preciso fazer edição das imagens, talvez regravar alguma música e preparar todo o material de extra. Mas pelo que tudo indica ainda deve sair este ano.
Os fãs e fizeram imagens do show podem enviar seus vídeos para a banda. Alguns serão selecionados e entrarão no DVD. Envie um e-mail para contato@revolutaproducoes.com.br, com o vídeo, nome e seu contato.
Quando o DVD sair, comprem! Quem estava lá viu toda a mobilização, trabalho e carinho que toda a equipe teve para montar e concretizar esse projeto. Fortaleça a sua cena, fortaleça a nossa cena e prestigie as bandas.
Fotos por Maurício Santana - http://www.flickr.com/photos/tuxhc
Hangar 110/SP - 05/04/09
Esse último domingo foi um dia emblemático. Assim como outros inúmeros shows históricos naquele palco do Hangar. Daqui alguns anos quem esteve lá nesse 5 de abril de 2009 vai poder dizer que testemunhou um dos melhores momentos do hardcore da América do Sul.
Para comemorar os dez anos de banda e finalmente fazer um registro dessa trajetória, os argentinos do Nueva Ética escolheram esse mesmo palco para fazer a gravação de seu DVD. Esse show foi o último da mini-tour que também passou por Piracicaba/SP e Brasília/DF.
A banda já tinha conquistado seu devido lugar no HC mundial depois do lançamento do já clássico “Inquebrantable” de 2006 e se firmou com um dos maiores nomes do estilo, especialmente na Argentina e América do Sul, com o lançamento de “3L1T3″ que saiu em 2008. A edição brasileira foi lançada no início desse ano graças a parceria com o Seven Eight Live Records , selo que os representa no Brasil e encabeça esse projeto do DVD.
Um dos motivos do texto além de contar o que aconteceu lá, é também tentar entender um pouco como anda a cena Straight Edge ou do que vemos atualmente acontecer nos shows do estilo.
O público, apesar de em bom número, não lotou como era esperado. Mas representou no agito por todos que não puderam estar lá.
A primeira banda foi a Blood so Pure de Piracicaba, que fez um ótimo show e que levantou a galera desde os primeiros acordes, tendo como destaque a música “I Hope You Burn”, única disponível no myspace . Na sequência, o One True Reason, que segue com a divulgação do seu CD de estréia “Confessions”, lançado em 2007. Eles integram a The Goodfellas Tour junto com os também paulistanos do Corleone . Fizeram um show tenso, interrompido nas últimas músicas do set, (uma delas, a já famosa cover do Terror) por causa da violência e porradaria no circle pit. E tocaram também sem um dos guitarristas em praticamente todo o show devido ao trânsito da cidade que não alivia nos engarrafamentos nem nas tranquilas tardes de domingo.
A última antes da banda principal foi o StillxStrong. Apesar de ter apenas dois anos de formação já conquistou muitos méritos como abrir shows de bandas como No Turning Back, Have Heart e o próprio Nueva Ética em outras oportunidades. O show foi corrido e preocupante porque o vocalista Gabriel já entrou no palco se sentindo mal, mas mesmo assim conseguiu bravamente fazer todo o show e seguir, segundo informações, para o hospital assim que saiu do palco. A música de mesmo nome da banda foi sem dúvida o grande destaque, que também como é já de costume, é a que galera mais conhece, canta e agita.
Até então, apesar dos acalorados discursos de não-violência, do conceito família, hardcore e união, o choque estava violento, muita gente continuava caindo de cabeça no chão no mosh, porradaria geral e gratuita.
Sete câmeras em pontos estratégicos - três em cima do palco, duas no chão, uma no mezanino e também uma grua que atravessava quase toda a extensão do palco e do público - tudo pronto para não perder nada, passava uns minutos das oito da noite quando o Nueva Ética entrou no palco, ainda com tudo apagado e com “Intro” do já citado mais recente disco “3L1T3″ rolando. Galera insandecida e gritaria geral. Difícil para a maioria saber se seria mais vantagem ficar na roda ou tentar atravessar a muvuca e subir pro mosh. Mas certamente houve som suficiente para tudo isso. 
A cada música entoada e cantada como hino, a banda se sentia mais em casa, com o público que na verdade já é bem familiar e costuma acompanhá-los nos shows por aqui. E por isso a interação foi algo natural. Mas mesmo com tudo isso, o discurso do espírito hardcore, de não-violência veio à tona.
E cabe enfim uma pergunta: por que um público que em sua maioria segue a mesma ideologia da banda e do movimento que pregam como contracultura, a não-segregação, que usa o famoso X como emblema, e tem tantos ideais respeitáveis (se praticados como deveriam) se comporta tão mal e violentamente nos shows? Já falamos aqui de como é de dar vergonha ver como o público age nos shows de hardcore. O Athos fez até um manual sobre isso na ocasião do lançamento do Dead Fish no RJ. Será preciso agregar mais regras sobre isso nos shows de Straight Edge também?
Parece papo de tia velha mas é algo a se pensar. Por que então participar de um momento histórico de uma cultura que você não segue ou prega preceitos que não respeita? Virou troféu sair com hematomas ou machucados nas costas, nas canelas, isso sem falar quando sangue ou olhos roxos ou braços e pulsos deslocados ou quebrados não fazem parte do pacote.
Esse foi o cenário o que boa parte do público estampou para a gravação do DVD que nada mais do que agradecer a toda a fidelidade desse público que comparece e prestigia, é, segundo a própria banda mostrar para o mundo a força do hardore latino, sulamericano - como a música “Sudamerica” define muito bem. Daí inclui também algo de orgulho dessa parte da América que o Brasil parece esquecer fazer parte as vezes, mas isso é outra história.
No show, a banda mostrou o porquê é conhecida como “mosh machine” e porque seguem unidos depois de tanto tempo e mantendo com dignidade, atitude e muito peso sua trajetória de respeito. “Inquebrantable” que abre verdadeiramente o set, seguida por entre outras “La Familia Nunca Muere”, “Fiel”, “Declaracion de Guerra” e as mais atuais “El Tiempo es Agora” e a faixa título “3L1T3″.
No palco a banda era só gratidão e alegria, o tempo todo falando com a galera sobre o orgulho de estarem representando a América Latina e pedindo para a galera subir, moshar e fazer, enfim, parte da festa. E frizaram também que a galera pode baixar os sons pela Internet e curtir, mas já que um selo está trabalhando e lançando o CD aqui, é importante que as pessoas comprem e continuem movimentando esse ciclo ja que sem dinheiro as coisas param de acontecer: não tem show, não tem a banda e não tem DVD.
A previsão é que até o meio do ano o DVD, com produção da Datoro , seja lançado e quem viver, verá o que aconteceu lindamente naquele palco.
Até lá, esperamos que o público consiga parar para ouvir e entender o que seus ídolos dizem e parem de agir como radicais que vivem no segmento extremista criado por volta de 700 a.C. Se o Straight Edge tem história, não envergonhem o criador do movimento que nos anos 80 sonhava em mudar o mundo e deu nome para uma música que tinha o mesmo da sua banda e cantava: “O tempo é tão curto, esse tempo pertence a nós. Por que estão todos com pressa?”
Sejam felizes e sem violência. Valeu Nueva Ética! Fodasso!
Fotos por Felipe Ramalho
Edição das fotos Andreh Santos
ESPAÇO IMPRÓPRIO/SP - 02/04/09
O clipe da música “Pólvora” do Zander, que também está no EP “Em Construção”, teve sua estréia no começo de março mas a festa do lançamento oficial dele foi anteontem no Espaço Impróprio. Tirando que tudo aconteceu em plena quinta-feira, a sorte foi de quem não precisou enforcar a faculdade e tava com tempo livre para ir curtir o show.
Como a divulgação foi de que ficariam somente 100 ingressos (o suficiente para deixar o Impróprio intrasitável) vendidos somente na hora, fez com que muita gente saisse logo do trampo ou chegasse mais cedo para não perder o lugar. Tinha ainda pouca movimentação por volta das 20hs. E se nesses momentos de espera vira uma incógnita descobrir se o tempo ou é vilão ou aliado, o fato é que precisou um tantinho de paciência para aquietar os ânimos e o jeito era sentar e esperar o local abrir e ver o que iria acontecer. O problema foi ver o relógio chegar perto das 22 e nem o Zander nem o público aparecerem, as portas ainda fechadas e poucos felizardos - aqueles que estavam lá fora por voltas das 20hs como eu - já esperando dentro enquanto nada acontecia.
Marcado para começar às 21:30, foi só por volta das 22:15hs que o Gigante Animal começou a tocar. O Gigante tem basicamente na formação os mesmos integrantes que tocavam no já extinto College e estão juntos desde 2006.
Depois de uma pausa eles retornam aos shows e fizeram janeiro passado uma extensa tour pelo Nordeste com datas em várias cidades. O estilo deles na verdade não é o que costuma agradar o público de rock. Mas fãs do Eu Serei a Hiena e outras bandas mais alternativas no estilo do Vanguart vão curtir. E Los Hermanos vir diretamente na lembrança como referência não é mero acaso. O importante é se propor a ouvir sem preconceitos. No caso de muitos, apesar de muita boa vontade, só prolongou a expectativa de ver logo o Zander. Tocaram vários sons próprios entre eles “Conjuntivite” e “Agora tanto faz” que estão no myspace .
Por conta do atraso, ficou pouco tempo para o Zander poder improvisar e ir além do que estava programado e fazer um show deles mesmo, mais tranquilo, sem ser mais uma na escalação com mais bandas , o que é legal mas sempre limita o show a poucas músicas. E para quem não curtiu como deveria ou mesmo não viu nos dois dias em que tocaram com o Dead Fish no Hangar, foi uma boa oportunidade. A casa não lotou como se esperava mas o público compareceu e cantou todas. E já que era um show só deles, era de se esperar alguns, mais do que aqueles ou todos os covers que rolaram no Hangar e tem sido frequente no set list.
Abriram com o “Ar” seguida por “Battlefield” (ambas do EP) e a “Balada nova”, uma das novas, como o nome já diz, que deverá estar no próximo lançamento, que segundo o Bil (vocal), não tem previsão ainda. Mas sempre tem a internet que nos salva e você já encontra várias versões do som ao vivo, inclusive aqui, nos links abaixo.
“Just Don´t Say You Lost It”, cover do Hot Water apareceu de surpresa no meio do set e fez a galera cantar alto e com um sorrisão largo na cara. “Em Construção” foi a próxima. Sensacional mas não menos lindona que “Depois da enchente” com todo mundo cantando à capela parte do refrão.
E enfim, a música motivo da festa cantada em uníssono. O clipe, para quem não lembra, foi gravado nesse mesmo Impróprio em outubro de 2008. E não por acaso foi escolhido para ser lançado lá.
Quase meia noite no relógio e quem não podia correr o risco de ficar sem metrô saiu fora; quem ficou ainda ouviu a cover de “The One I love” do REM e “Dezesseis” que encerrou o show.
Foram 11 músicas e satisfação total de quem pode estar lá. Mas não, não matou a vontade ainda e não teve cover do Noção dessa vez. E infelizmente o clipe também não rolou lá. Mas é sempre bom vê-lo, mate as saudades aqui. Estamos ainda em abril mas posso quase afirmar que, seguindo as previsões do final do ano passado, o Zander é sim a grande banda de 2009. A não ser algo realmente surpreendente aconteça - o que honestamente duvido - talvez não nas mesmas proporções. Calor, banda animadíssima, fumaça de cigarro, correria, amigos, valeu tudo! Qual o próximo mesmo aqui em SP?
Assista alguns vídeos do show abaixo. A gravação foi feita por Renan Girodo, que disponibilizou todo o show no youtube, passar ver, clique aqui.
Pólvora
Balada Nova
Just Don’t Say You It (conver Hot Water Music)
The One I Love (cober REM) / Dezzeseis
Fotos por Felipe Ramalho
SOCIAL CHAOS E COACCION - ESTUDIO CAFFEINE/SP - Por Andréa Ariani
Na última quinta-feira, 26, aconteceu o penúltimo show dos mexicanos do Coaccion em São Paulo. Esse foi mais um dos rolês que a banda fez no Brasil dentro da tour intitulada “Morte aos Tiranos”.
Depois de ter tocado no Espaço Impróprio (também em SP), a próxima parada foi o Estúdio Caffeine. O lugar… quem passa pela Avenida Jabaquara, próximo ao metrô Praça da Árvore, nem imagina que ali na Pitangueiras tem um pico de rock (e dos bons).
Se você também não conhecia ou se você não é de São Paulo e não tem a menor idéia do que estou falando, o lugar é um sobrado aparentemente comum mas dentro é totalmente decorado com grafite, tem os cômodos normais de uma casa mas são divididos por lounges, camarim e um deles com um mini estúdio, nas paredes a decoração são os inúmeros cartazes de shows e eventos promovidos pelo Sinfonia de Cães.
Para quem não sabe, o Sinfonia é um coletivo que incentiva e promove, de forma independente e através de parcerias, a cultura alternativa. Estava até sumido da minha memória reavivada ao olhar vários shows que, se não fui, lembro bem da divulgação.
O Caffeine é um dos QG´s do coletivo que desde o surgimento em 2003, realizou cerca de 30 eventos. E lá, para nosso bem, rolam sempre shows do estilo.
Para abrir, um ilustre convidado: Social Chaos.
Apresentações dos caras é algo raríssimo de se ver. O trio mais crust do ABC paulista aproveitou bem a oportunidade e já já explico o porquê.
O local do show mesmo é uma sala normal, aparelhagem em dois cantos, um mic de cada lado, batera no meio, um abajur em cima dos amplis, um ventilador de cada lado, sem contar que, lembrando que estamos dentro de uma casa, rola um esquema na porta anti-geral da polícia que pode estranhar a movimentação da galera e anti-vizinhos que podem chamar a polícia por causa do barulho, então para entrar precisa tocar a campainha e as vezes ficar no escuro para que o show não tenha que ser interrompido por causa da chatice alheia. Então, é encosta a porta e tome som!
E é alto e o calor de derreter mas uma boa galera compareceu,
tanto que mal dava pra se mexer. Formada por Borella no baixo e vocal, Pudol na guitarra e vocal e Caue na bateria, o Social abriu com ” Perdedores” e no set rolou também “Ciclo de traição”, “Carcere”, “Depois do fim o começo”, “Herança maldita” que muitos conheciam e cantaram e “Nazi die”, cover do Doom que encerrou o show e fez o chão de tacos tremer no pogo. Foi quase 1 hora de sonzera!
São 7 anos de banda e nesse tempo fizeram uma tour por 10 países da Europa e já teve seus sons lançados pelos selos UPS da Holanda e Filth Ear da Bélgica. Não há previsão de novo show na agenda mas você pode ouvir alguns que rolaram no show no Myspace.
No intervalo deu pra ver gente de bandas como Agrotóxico e o Redson do Cólera também colados para prestigiar. O intervalo foi até curto na troca de bandas.
O Coaccion conheci na época que começou as divulgações para essa tour. Vi o show deles no dia 14/03 lá no Parada Obrigatória em Bangú (RJ) e a impressão já tinha sido boa. Mas a oportunidade de vê-lo de novo, na minha cidade, mais cedo e com menos bandas no set animou para que eu fosse e para que dessa vez pudesse, digamos assim, pudesse apreciar melhor o show.
Um check sound rápido e foi só porradera: “Intro” e “En circulos” já fez a galera pular, agitar e arriscar até uns mosh no espaço plano. A cada música o também trio se falava e alinhava o set enquanto a galera provocava gritando “Vai boliviano” e os três, já sacando alguns termos em português só sorriam. O batera e vocal Manuel ia começar a dar o toque pro próximo som enquanto alguém grita “Vai Godines”, fazendo referência ao personagem do Chaves - nem vem com essa, todo mundo conhece, gosta, assiste mil vezes os mesmos episódios e ainda dá risada. E lá foi risada geral também, inclusive dos próprios entraram na brincadeira e começaram a identificar na platéia alguns outros personagens como o Professor Girafales e o Seu Barriga. Clima descontraído, muita energia e boa impressão tanto da banda e do público que, independente do espaço limitado, mas acho que até inclusive por isso, criou uma interação total. Sons dos splits e ep´s que a banda já lançou, fizeram parte do set. “Revolver”, “Inferior” e “Amordazado” (faixa título de um dos ep´s) foram outros que rolaram. “Inestable” fechou o show que teve só sons próprios.
Mais dessa banda que 2001 optou por fazer um crust/grind made in América Central, pode ser ouvido no Myspace.
Além da oportunidade de ver bandas boas e não-convencionais, o bom foi saber que esses dois shows foram gravados (e inclusive nos intervalos de desmontagem de palco, ja estava o rolando nas caixas em boa qualidade). Um possível split daí será? Esperamos que sim!
No mais agradecimentos a Deise da Revoluta e Denito que organizou essa gig em São Paulo e ao pessoal do Sinfonia que nos recebeu lá para essa cobertura.
Enquanto aguardamos mais eventos, abraço o que os mexicanos postaram em sua biografia: “Por ahora es todo.. aun seguimos observando como ardes en tu proprio infierno”. Até o próximo, seja lá onde for.
Fotos por Andreh Santos
A banda carioca Confronto se apresentou neste último domingo, dia 22, no Hangar 110, em São Paulo. O show foi um dos que integraram a festa de lançamento do disco Contra Todos, do Dead Fish, na capital paulista.
Tive a oportunidade de estar presente e gravar toda a apresentação. Abaixo uma prévia do que será o show do dia 25 de abril, no Jabaquara, também em São Paulo, onde a banda irá gravar ser seu primeiro DVD para comemorar 10 anos de existência.