Archive for the tag 'cidades'

Andrea Ariani

NOTAS DO QUE ROLA NO ROCK

Na correria mas postando aqui porque tem muita coisa legal acontecendo.
Veja os destaques:

*Festa de 9 anos do Inkognitta
*Campanha Pró-Pedreira
*Escola de Rock forma primeira turma
*DIY Fest em São Paulo
*Almanaque Digital de Tatuagem
*Quer fazer um livro? Conheça o projeto Sala de Leitura
*Autoramas em tour gringa
*Reunião do Soundgarden?
*Nós viemos do Inferno Tour

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Athos Moura

GRITO ROCK YEAH!!!

Roqueiro é uma raça que gosta mesmo de nadar contra a maré. Sempre foi assim e sempre será. Eu gosto de separar as pessoas. Pra mim existem pessoas inteligentes e burras e como roqueiros (ainda) são pessoas também faço essa distinção. Há os roqueiros que andam com sobretudo no calor de 40ºC e gente inteligente e corajosa que faz um festival Rock no meio do Carnaval.

 

Para quem acha isso um absurdo, trate de acreditar. Desde 2003 existe o Grito Rock Festival. O ponta-pé inicial foi dado em Cuiabá e ao longo dos anos se espalhou por todo o Brasil.

 

Em 2009 o rock vai rolar em 48 cidades de todas as regiões do país e cerca de 500 bandas vão se apresentar. No Rio de Janeiro a folia das guitarras acontecerá no Cine Lapa, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro. Além das bandas todas as noites um DJ comandará as pick-up’s com muita distorção para que ninguém sucumba os blocos e as marchinhas.

 

Mais informações: Grito Rock RJ

 

PS: Boa festa da carne para todos. Dia 2 de março estou de volta.

Athos Moura

DANTE ALIGHIERI E A DIVINA COMÉDIA


A HISTÓRIA DE DANTE

Dante era da cidade de Florença (Itália). Naquela época a Itália ainda não era unificada, ou seja, não era um país. Todas as cidades tinham poder de Estado (país). Florença era uma república que estava passando por inúmeras brigas políticas entre dois grupos os Guelfos e os Gibelianos. Os Guelfos apoiavam a igreja e o poder papal, já os Gibelianos defendiam o imperador da Germânia (Alemanha). Esse conflito começou na Germânia e se estendeu por grande parte da Europa.

Florença era governada pelos Guelfos que dividiram a cidade em dois pólos de poder. A família Donati representava a nobreza tradicional e a família Cerchi que representava a burguesia que cada vez mais enriquecia e aspirava maior participação política na cidade. Essa divisão fez a cidade realmente se dividir. As duas frentes deram origem a grupos que entravam em conflitos constantemente, os Brancos e os Negros.

Dante viveu exatamente essa época de conflitos. Ele era um homem muito culto e tinha formação em Literatura, Retórica e Filosofia, além de conhecimentos de Desenho, Música e manejo de armas. Dante sempre foi apaixonado por Beatriz Portinari, desde seus nove anos de idade. Ela casou com um banqueiro e morreu em 1290. Dante a via como casta e santa. Ele seguiu sua vida, casou teve três filhos, mas nunca esqueceu Beatriz.

Ele foi conselheiro e prior (um cargo do poder executivo de Florença). Como político tentou resolver os atritos entre os Brancos e Negros, apesar de sempre ter tido afinidade pelos Brancos, mais humildes. Ele tomou algumas medidas como expulsar da cidade as pessoas violentas. A maior parte delas eram representantes dos Negros, que claro, não ficaram nada satisfeitos com isso. Um deles foi o Poeta Guido Cavalcanti que era o melhor amigo de Dante. O grupo dos Negros começou a odiar Dante e exigiu do Papa a quem eles apoiavam uma providência. Bonifácio VIII, então pontífice pediu ajuda ao rei da França, Felipe, o Belo. Felipe mandou que seu irmão, Carlos de Valois fosse a Florença e punisse os Brancos. O que foi feito.

Em 1301 os Negros tomaram o poder em Florença. Dante retornava de uma viagem para Roma. Os Negros o puniram com exílio de dois anos e uma multa de cinco mil florins. Dante não pagou, então sua punição foi aumentada para exílio permanente e confisco de todos os bens. Caso voltasse a cidade ele seria assassinado.

Desde o início do exílio até sua morte Dante viveu em várias cidades da futura Itália, sempre querendo voltar a Florença, mas nunca o fez. Viveu de favores e esmolas. Muitos nobres admiravam sua arte. Nesse período ele começou a escrever a Comédia, que depois se tornou a Divina Comédia.

A DIVINA COMÉDIA

O livro é divido em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. O personagem principal, Dante. Ele se fez personagem de seu livro. Na verdade a obra não foi publicada como livro. São vários poemas que foram sendo publicado conforme Dante os escrevia. São 100 cantos, 33 para Purgatório e Paraíso e 34 para o Inferno.

Dante retrata a si mesmo desde quando foi expulso de Florença e começou sua jornada na tristeza (Inferno) em busca da alegria (Paraíso). A jornada de Dantecomeça no Inferno, ele é levado por Vírgilio (autor de Eneida) para conhecer o lugar. Vê os pecadores sendo castigados por seus erros. No purgatório, local de purificação, ainda com Virgílio, ele encontra pessoas se redimindo de pecados, pecados morais, mas que podem ser perdoados.

Quando a jornada pelo Purgatório estava terminada Vírgilio o entregou a Beatriz, que o levou para conhecer o Paraíso, onde estão as pessoas que se redimiram de seus pecados, os que fizeram o bem e os governantes justos.

CURIOSIDADES

* Dante é considerado o fundador da Literatura italiana e até hoje é o seu principal autor.

* Dante morreu na cidade de Ravena, mas o povo de Florença tentou levar seu corpo para a cidade, onde construíram um luxuoso túmulo para ele. Porém os habitantes de Ravena não autorizaram. O túmulo em Florença permanece vazio.

* O livro inicialmente recebeu o nome de Comédia porque foi escrito em italiano e de forma simples. Exatamente o opostos da Tragédia. Antigamente as peças trágicas eram escritas em latim.

* No século XIV o também escrito italiano Giovanni Boccacio introduziu o adjetivo, DIVINA, ao título do livro, a partir de então, o livro passou a se chamar A DIVINA COMÉDIA.

Athos Moura

Entrevista com o CVOD

cvod Entrevista com o CVODA banda CVOD (Cabeça Vazia Oficina do Diabo) está na ativa há 11 anos e é um dos ícones do hardcore do interior paulista, o famoso velho-oeste. Além de manter a Produções Peçonhentas, que realiza o “Hardcore na Cidade”, estão à frente do selo Caipira Bruto, que lançou este ano seu primeiro álbum, Não Espere Nada Em Troca.

Para os quatro integrantes o hardcore é muito mais que música, é o motor principal da cultura rock de sua cidade natal, Assis. Juntos desde 1996, eles levam o CVOD e seu hardcore old school a todos os cantos possíveis, mantém a Produções Peçonhentas, que realiza o “Hardcore na Cidade” e estão à frente do selo Caipira Bruto, que lançou este ano seu primeiro álbum, Não Espere Nada Em Troca. Conversei com o baterista, Lucas - veja como o HC pode movimentar as pessoas, uma cena, uma cidade.

Como foi montar uma banda de hardcore em uma pequena cidade do interior?

O CVOD em princípio foi uma banda de rapcore, com três vocais, duas guitarras, baixo e batera. Eu entrei ainda na fase rapcore, em 98, quem montou a banda foram o Fernando e o Elcinho, que é um batera que já tinha uma banda antes, de som pesado. Na verdade, CVOD foi á primeira banda com influências de hardcore a tocar e gravar demo na cidade. Até hoje tocamos aqui porque nós mesmos organizamos eventos por aqui. Claro que hoje em dia existe uma cena, uma molecada que ouve som, vai em shows, conhece as bandas e tal.


Vocês organizam o Hardcore na Cidade que em dezembro completou a sua décima edição. Como é manter a Produções Peçonhentas em uma cidade que está mais perto do Paraná do que da capital São Paulo? Desde o início houve resposta do público?cvoddddd Entrevista com o CVOD

O evento Hardcore Na Cidade surgiu depois de uma série de eventos de hardcore que fizemos aqui em Assis. Quatro anos atrás, quando surgiu o HC na cidade, já rolava uma molecada mais antenada, e também já rolava um intercâmbio entre as cidades vizinhas, pois o CVOD jÁ estava na estrada há algum tempo e construímos de certa forma essas ligações. A idéia do evento é incluir Assis na rota de bandas de rock independente e a cena do oeste paulista e do norte do PR (que está perto daqui) é muito legal e unida. Acho que a cena daqui tem algumas diferenças com relação à cena de cidades maiores. Aqui a molecada aceita bem o “novo”, estão abertos a conhecer, curtem demais os shows de bandas que nunca viram, compram os CDs das bandas no dia do evento, e agradecem pelo show. É bem legal!


Pelo que vocês diz parece que a cidade ainda é carente de hardcore. Você acredita que o CVOD ajuda a matar essa necessidade dos jovens por rock e mantém o lema de vocês mais forte do que nunca: “hardcore vivo”?

Acho que Assis, por ser uma cidade pequena, não tem a mesma quantidade de informação (quantidade de shows, bandas locais, materiais) que cidades maiores têm. Acho que o papel do CVOD, além de tocar, fazer músicas, é fazer o corre para que Assis (minha cidade) e Marília (cidade dos outros integrantes) tenham acesso a todo esse movimento que é a cena hardcore. Apesar de não haver uma grande quantidade de eventos sempre procuramos trazer bandas que estão despontando na cena do Brasil, junto com bandas da região (oeste paulista e PR), acho que dessa forma o hardcore se mantém muito verdadeiro.


Pelo seu show em Assis pude observar que a música do CVOD é idolatrada na região. Vieram vans fretadas de várias cidades e até do Paraná. O lançamento do CD Não Espere Nada em Troca foi uma realização não só pra banda, mas com certeza para o público. Vocês exercem um papel importante para o pessoal do velho-oeste. Como foi preparar o CD sabendo desta responsabilidade?

Levamos o CVOD com responsabilidade com relação ao que é o hardcore aqui na região. Temos consciência que fazemos parte da construção de tudo isso que rola hoje em dia por aqui e que temos o respeito do pessoal da região. Muitos acompanham a trajetória do CVOD faz tempo e são muito amigos. A construção do disco foi uma conseqüência de todo esse trabalho: muito ensaio e suor. Temos esse disco como uma conquista não só pessoal, mas como uma forma de fortalecer a cena daqui, do oeste paulista. Acho que pelo tempo que estamos levando o CVOD junto com toda a correria que fazemos para movimentar a cena por aqui (shows), o disco só tende a fortalecer a cena hardcore local como uma referência para bandas se apresentarem, além de haver um puta pessoal legal e super dispostos a fazer o rock nas cidades vizinhas.


Mesmo com a importância que a banda tem para a região e, por que não, para o estado de São Paulo, o disco saiu
de forma independente pelo selo da banda, Caipira Bruto. Não houve selos abraçando a idéia de lançar o CVOD?

Acho que apesar do CVOD ter muito tempo e de fazer um trampo sério, existe um receio de selos abraçarem bandas não muito conhecidas. Tivemos contato com alguns selos que se interessaram, mas achamos viável nós mesmos lançarmos. Acho que com o próximo disco teremos mais facilidade para lançar por algum selo. Esse primeiro disco tem aberto muitas possibilidades pra gente.


O CVOD este ano ampliou horizontes e estreitou laços com alguns selos devido a suas apresentações com diversas bandas do país e com The Miracles, da Itália. Já pensam em um novo disco? O que há de novidades vindo por aí?

Sim, fizemos três shows com os italianos e com o Fatal Blow, banda de Balneário Camboriú (SC), dos irmão Thiago e André, da No Mercy Records. Os caras já tinham despertado interesse pela banda antes, acho que esse rolê com eles serviu para nos conhecermos melhor, para ele conhecerem a banda ao vivo. Acho que foi uma experiência muito legal e proveitosa demais e a No Mercy com certeza é uma possibilidade para o lançamento do próximo disco. Em 2008 pretendemos fazer músicas e muitos shows.


Falando em shows, vocês começam 2008 tocando no 16º festival hardcore de São Paulo, o maior do estilo no país, organizado pelo núcleo Verdurada. O show de vocês tem uma pegada absurda. Vocês passam muito amor, expressão, vontade, dedicação quando estão no palco. Tudo isso pelo hardcore?

Cara, unica e exclusivamente. Você presenciou o que é o hardcore na nossa realidade quando veio a Assis com o Ataque Periférico. Estamos há 11 anos na estrada pelo que o hardcore pode proporcionar pra nós, as pessoas que conhecemos e a maneira que conduzimos nossas vidas tem tudo a ver com o hardcore, ele faz parte de nós.


Lucas, obrigado pela entrevista. Deixe o seu recado final.

Primeiro, gostaria de agradecer pelo espaço, a todos que têm nos ajudado no decorrer desses anos, comparecendo a shows, comprando nossos discos e ajudando a divulgar o CVOD. Para quem estiver interessado em conhecer o trampo da banda, temos o Fotolog www.fotolog.com/cvodhardcore , o Myspace www.myspace.com/cvodhardcore e temos também uma comunidade no Orkut, com algumas informações. Valeu, Athos! HARDCORE VIVO!

* Entrevista publicada no site Rock Press, clique aqui e leia.