A banda Dead Fish fez o show de lançamento do disco Contra Todos, na última sexta-feira, dia 6, no Circo Voador, Rio de Janeiro. A festa foi importante por trazer de volta o Nitrominds ao Rio, o primeiro show do Zander e também por mais um show do Confronto, melhor banda do estado, no Circo.
A noite começou com a primeira apresentação do Zander Blues. Formada por ex-membros do Deluxe Trio, Reffer, Noção de Nada e Zackarias Nepomuceno; e o atual Dead Fish. Não seria surpresa encontrar uma banda coesa, bem ensaiada e com ótimas músicas. É uma banda do Bill, ou seja, parecida com todas as outras, mas é diferente. É complexo explicar, não é o Noção, como não é o Deluxe, mas podemos perceber as duas bandas nas músicas do Zander.
O Circo estava relativamente vazio, mas o público presente foi participativo. Tocaram músicas no EP Em Construção, como Pólvora, que tem um vídeo clipe lançado recentemente, e a faixa que dá título ao EP. Além de tocarem um cover da banda R.E.M, The One I Love.

Na sequência veio o Confronto. Pela terceira vez no melhor palco do Brasil. Já habituados, fizeram talvez o melhor show do noite. Mostraram uma prévia do que será a gravação do primeira DVD da banda, dia 25 de abril no Jabaquara, em São Paulo. O show foi baseado no novo CD, Sanctuarium. Músicas como Santuário das Alams, Abolição estiveram presentes no set. Com a casa bem mais cheia, o público cantou, dançou e se divertiu com a banda. O show foi encerrado com o grito de guerra do Confronto, Negação.
Após, uma das maiores maldades que já vi no rock. Nitrominds no palco, são 13 anos de histórias, muitos lançamentos e ótimos shows na bagagem. Mas o que o operador de som fez com eles foi um tremenda de uma sacanagem. Para quem não ficou no pogo e quis apreciar o show de longe pode perceber. A guitarra ficou inaudível, o baixo estava extremamente alto e a bateria simplesmente fazia o chão tremer.
Chegou á um ponto que algumas pessoas estavam pedindo pelo amor de Deus para o show acabar. Os tímpanos já doíam. Todas as boas músicas da banda foram prejudicadas por causa de um descuido.
Dead Fish no palco, muitas pessoas se aglomeraram na frente do palco. Com a frase clássica eles entram em cena. “Olá, Nós somos o Dead Fish de Vitória” e já mandaram a dobradinha Venceremos e Não, do novo disco, Contra Todos. Logo de cara podemos sentir uma diferença na cozinha da banda. Como Rodrigo disse em uma entrevista que me concedeu alguns dias atrás, o cara é um relógio tocando.
O exemplo de irresponsabilidade e idiotice era tal que pessoas subiam no palco, desfilavam, tentavam agarrar os integrantes e o pior, tentavam tirar fotos com os caras. Em um momento enquanto Rodrigo cantava, um rapaz tentou tirar uma foto com o celular e o vocalista deu um tapa no telefone, veja o vídeo aqui.

O show se desenrolando e os problemas foram acontecendo. O som também não estava grandes coisas. Mas era o de menos. O público, podemos dizer, meninos e meninas, criados á leite com pêra, fizeram o favor de mostrarem o quanto infantis são prejudicando um show que era aguardado por muito tempo por muita gente.
Com isso o show foi ficando desanimado, por parte dos integrantes mesmo. Ao invés de se preocuparem em tocar tinham que correr do público. Mesmo assim a banda deu o melhor de si. Foi bacana quando tocaram Iceberg, penúltima canção do set, no fim da música Rodrigo largou o microfone no palco, foi para a pista e cantou junto com os fãs. O show teve quase 30 músicas e foi encerrado com Queda Livre, do disco Zero e Um.

PS1. Em todos os shows do Dead fish que cobri no Circo voador eu fiz críticas, que vocês podem ler, aqui, aqui e aqui, aos seguranças do Circo Voador. Nesta resenha preciso parabenizá-los. Os dois que atuaram no show tiveram uma postura condizente ao seu posto. Não agrediram ninguém e entenderam que estavam em um show de hardcore.
PS2. Amanhã, aqui no site, um pequeno manual de como se comprar em um show do Dead Fish no Circo Voador.
Fotos por:
Aline Mendes - http://www.flickr.com/photos/auramask/
Deise Santos (Set list) - http://www.revoluta.com