Archive for the tag 'dead fish'

Athos Moura

Dead Fish e Mukeka di Rato juntos em vinil

rodrigo 150x150 Dead Fish e Mukeka di Rato juntos em vinil

 

Não é segredo para ninguém, que a DeckDisc, comprou no ano passado, a Pollysom, única fábrica de vinil do Brasil. Agora a novidade é que os seus primeiros lançamentos começam a sair. Um deles, é um split em 7″, do Dead Fish e Mukeka di Rato. O lançamento será feito no dia 26 de março, no Circo Voador.

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Athos Moura

Dead Fish agita madrugada em São Gonçalo

Desde quando foi anunciado que Dead Fish tocaria em São Gonçalo com o Matanza, o público da cidade e da região metropolitana do Rio de Janeiro ficou ansioso. Afinal, houve uma onde de cancelamento de shows nos últimos meses. Mas dessa vez a produção nem pensou em cancelar nada. Melhor para todos, ninguém saiu perdendo. A festa Juicebox rolou no Clube Tamoio, no dia cinco de fevereiro, além de ficar cheia, contou com bons shows, boa organização e muita diversão.

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Andrea Ariani

NOVAS NOTAS DO QUE ROLA NO ROCK

De volta com as notinhas que anda rolando de novo por aí:
*Wander Wildner faz show em SP
*Fragmentos Sonoros em exposição
*Novo clipe do Dead Fish
*Site reúne a cultura do pôster no Brasil
*Programa de rádio para bandas independentes
*Hellsakura faz show na Fun House
*Rock Band planeja edição especial Warped Tour
*Face to Face planeja novo disco
*Novidades do The 69 eyes
*RX Bandits no Brasil em outubro
*Feira da Música anuncia atrações
*Novo clipe do Napalm Death
*Twitter tem crescimento de quase 1.500%
*Myspace anuncia demissões fora dos EUA

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Andrea Ariani

Notas do que rola no rock

No ar, as novidades da semana.
Estreiando por aqui a nossa nova parceria: o site Vale Punk

Confira os destaques:

*Garage Fuzz anuncia novo guitarrista
*Bandas indies no Brasil
*Jason Cruz do Strung Out em novo projeto musical
*The Skatalites de volta ao Brasil
*CB Bar estreia a Festa “Garagera”
*Plastic Fire procura novo baterista
*Novo do Anti-Flag
*Porto Musical irá discutir rumos da música no Brasil
*A volta do Food4Life e lançamento do Bawramen
*Abertas inscrições para a 7ª Bienal do Mercosul
*Horrorbilly Fest com Blitzkid e Stray Cats
*Krisiun lança música inédita no MySpace
*Dead Fish, Ecos Falsos e a despedida do Borderlinerz
*Festival carioca de metal extremo tem sua primeira edição
*Bleeding Through troca de guitarrista
*Novo do Eyes Set to Kill
*Cover folk de “Don´t pray on me”
*Rock in Rio no Brasil em 2012

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Andrea Ariani

Virada Cultural 2009

virada21 150x150 Virada Cultural 2009

Sim, encarei. A Virada Cultural na Cidade de São Paulo aconteceu pelo 5º ano consecutivo mas essa foi a minha estreia no evento.

Uma observação antes de tudo: estavámos (fotógrafo e eu) devidamente credenciados como vários outros veículos e estudantes de jornalismo mas, um dia antes, mesmo após a confirmação, a assessoria nos informou que a Prefeitura pediu para cortar todas as credenciais e só autorizar os grandes veículos (os de sempre que todo mundo sabe). Apesar das inúmeras desculpas, sabemos que as assessorias não tem muito controle mesmo sobre cotas e veículos, é um grande impasse selecionar. Mas daí a gente sempre perde espaço para os mesmos. Vamos lá, rock se faz na raça e ainda mais uma cobertura como essa.  Selecionei fotos e vídeos que vão dar uma ideia do que foi encarar quase 14 horas de Virada.

Numa programação tão extensa e variada, a ideia era acompanhar alguns dos shows que rolaram no palco rock na Praça da República e ver Dead Fish no CEU Aricanduva. Como era de esperar, muitas coisas surpreenderam e mudaram a pré-programação.

Como infelizmente perdi a abertura com o John Lord , fui direto para a República esperar pelo aguardado show do Camisa de Vênus. Mas as surpresas já começaram antes de chegar no Centro porque devido as obras de expansão do metrô, a Praça está parcialmente interditada e a sabe-se lá porque a estação simplesmente ficou fechada e causou um certo transtorno para quem queria chegar ao Centro e também para quem continuaria até o final da linha, e que não tinha nada a ver com a Virada.

Muita, muita, muita gente em todos os cantos e lugares, impossível não esbarrar em alguém. Uma maratona para chegar até a Praça e conseguir mais ou menos um lugar para tentar ver alguma coisa. O palco era baixo e a única que dava para ver mesmo era o teto com a faixa enorme escrita Virada Cultural em verde. Se não dava para ver nitidamente a banda o que distraia era o que acontecia em volta. Muitos modernos misturados com famílias, grávidas e crianças,  e seres que pareciam saídos de uma máquina do tempo, desde metaleiro anos 80 fã de rock farofa, até rockabilly de topete, era uma mistura sem fim de visuais. Mas as previsões de garoa e frio estavam erradas, a noite começa agradável e ficou assim até o início da madrugada.

Dia 2 de maio, 22 horas. Começa a cobertura.

Muitas câmeras amadoras e profissionais tentando registrar. Banheiro químico “estacionado” era a atração a parte, já que o excesso de gente em cima do coitado fez o teto de algumas cabines estouraram fazendo as pessoas cairem na privada que sabe-se lá Deus como estava o estado.

Em termos de estrutura de alimentação e banheiros públicos, não houve o que reclamar: nos arredores muitos bares, restaurantes e padarias ficaram funcionando senão 24hs, mas boa parte da Virada o que, lógico, movimenta a economia local além fazer ambulantes, hotéis, lanhouse e tudo que cerca essa estrutura funcionar e faturar. Muito policiamento e ambulâncias circulando por todos os pontos, mas não se soube de ocorrências graves, a não ser eu, particularmente, saber de amigos fotógrafos que tiveram equipamentos roubados ou tiveram dedos quase quebrados por esbarrar em grupo de ignorantes.

O Joelho de Porco entrou no palco animadíssimo e raríssimas pessoas conheciam o som, o ponto era estratégico para circular e garantir espaço para ouvir o Camisa já que sem telões, ver era quase impossível a não ser que você encarasse subir numa árvore, subir em alguma estrutura, em cima da banca de jornal ou se aventurar em cima do banheiro químico.

Mas o som nessa hora estava muito ruim e sem caixas espalhadas em pontos da praça como aconteceu nas atrações da Praça do Patriarca, quase não chegava lá atrás, então se ouvia muito pouco do show. Uma pena já que os caras são muito engraçados, todos vestidos de terno e gravata borboleta. O ponto alto foi “México Lindo” que, quem conhecia, cantou o refrão. Um trechinho do show aqui.

No quesito horário, as atrações estavam pontuais e por vezes até adiantadas do programado. Ponto positivo para a organização. Isso fazia com que quem estava indo de um ponto a outro para curtir conseguiu ver sem problemas de atrasos ou alterações.

Enquanto o Nasi (ex-vocal do Ira!) agitava o palco Raul (programação especial só de Raul Seixas em comemoração aos 20 anos sem o maluco na Terra), era a vez do Wando  receber uma tonelada de calcinhas voando em sua direção. Ares de parada gay como disse alguém já que além das tiazinhas e canalhas, muitos casais homos também fizeram parte da platéia. O palco do Arouche só exibiu os clássicos desse naipe e foi um dos que mais recebeu gente, claro. Reginaldo Rossi, Benito di Paula e Odair José arrastam multidões.

 camisa na virada 300x199 Virada Cultural 2009

Era a vez do Camisa, lindo no palco abrindo com “Simca Chambord”. A banda, apesar de não oficialmente ter decretado seu fim, há muito não se reunia para tocar. E essa foi uma das gratas surpresas dessa Virada. Com Ivan Busic (do Dr. Sin na bateria), Robério Santana (Baixo), Karl Franz Hummel (guitarra base), Luiz Carllini (guitarrista, que já tinha tocado mais cedo em outro palco com o Tutti Frutti) tocaram clássicos como “Bete Morreu”, “Hoje”, “Só o fim” e ”O Adventista”. O destaque vai para o sempre sensacional vocalista Marcelo Nova, falando o tempo todo com o público e os novos arranjos especialmente em “Negue” e em “Eu Não Matei Joana D´arc” que encerrou o set. A longa “Correndo o Risco” e “My Way” foram as surpresas. Feliz de quem estava mais perto do palco e querendo curtir o show porque lá atrás além de não conhecer ou dar a devida importância, muita gente só se preocupava em garantir lugarpara o “Velhas Virgens” que viria na sequência.

Veja “Simca Chambord” aqui:

Era quase 1:10 da manhã e qualquer deslocamento para outro palco ou simplesmente circular era quase como estar numa procissão, com a  diferença de estar cercado de fanáticos mais legais. Fui para o Vale do Anhagabaú onde rolou performances de grupos de dança, com palcão e cadeirinhas e outros mais no meio do caminho com empilhadeiras e conteiners. Incrível a criatividade,  foi bem legal ver. Passei antes pelo Teatro Municipal que era um dos únicos espaços que tinha telão porque dentro aconteciam as apresentações como do Tom Zé e fora a galera também acompanhava. Nos intervalos do show, filmes do Festival de Curtas de São Paulo.

Muito legais também foram as projeções que rolavam no prédio da Prefeitura , tinha várias.

Uma pausa para comer e depois fui pro palco da Conselheiro Crispiniano, lá a programação era de bandas de jazz ou instrumental. E sem a loucura das multidões, estava mais sossegado para curtir e fotografar.

macaco bom by gabriel1 300x198 Virada Cultural 2009

 

2:30h Macaco Bong no palco. Foi a grande surpresa da minha programação já que não tinha mesmo a intenção de vê-los mas foi bom ter sido convencida e ter mudado de ideia.

O trio de Cuiabá/MT tem 5 anos de formação, mas já ganharam destaque em vários veículos por suas performances cheias de energia e por seu som nada convencional e muito bem executado. A banda já tocou em vários festival como Grito Rock festival (MT), Festival Calango (MT), Goiânia Noise Festival (GO), MADA festival (RN), 5º Festival Demosul (PR) e  Laboratório Pop Festival (RJ). O disco lançado ano passado, Artista Igual Pedreiro, foi eleito o melhor disco independente de 2008 e antes disso receberam ótimas críticas da mesma Rolling Stone  que concedeu o prêmio.  “Bananas For You All” é uma das que fazem parte desse disco e que agitaram o bom público presente. Mais um show empolgante, com direito a corda arrebentada na guitarra do Kayapy e mosh dele e do baixista Ney na galera. Quem não conhecia saiu fã e feliz com a apresentação. Para quem não se prende sempre ao mesmos artistas, estilos e gosta de algo diferente, vale a pena ouvir.

Se a opção não era ver o tributo pro Tim Maia, nem tão pouco Chico César e o Beto Barbosa, o jeito foi andar para espantar o frio do início da manhã e ver o que rolava enquanto aguardava os shows a partir das 6h. Apesar de boa parte das pessoas terem ido embora ou estarem mais concentradas nos locais dos eventos, muita gente ainda estava na rua. Na São Bento e XV de Novembro eram os sons de DJ’s e eletrônicos que agitavam. Pouco empolgada para encarar, fui de novo fazer a peregrinação em busca de algo legal pra ver nos intervalos.

Saindo do Vale do Anhagabaú, passando pela Praça do Correio e subindo de volta em direção à República, passei pelo palco dos pagodes, que estava até que bem vazio, galera muito dispersada. As performances de artistas de rua eram meio de surpresa, você tinha que estar no lugar certo, na hora certa pra ver. Nem vi a sombra do palco da Luz (aquele do Raul) e continuei indo em direção ao Arouche. Antes disso passei pelo palco da São João, no palco gigante das bandas de reggae. Seis da manhã, Tribo de Jah no palco. A fumaceira não rolou muito forte mas acho que gente que esteve nesse evento que também aconteceu em SP, certamente ia curtir o show.

Fui em busca de um café já que dali um pouco quem estaria em ação era o Matanza.  Café tomado, 6:50, totalmente dia de novo e de volta à República para ver os cariocas.

“Eu nunca pensei que ia dizer isso mas, bom dia, nós somos o Matanza“. Jimmy (vocal) abre o show assim e muita gente resistiu até aquele momento para vê-los. Os shows deles tem fama de violento onde o pogo pega pesado mas alguns cansados não se importaram de ver o show mais de longe. Para quem tava mais lá atrás, o Angus Young baixou nesse cidadão e ao som pesadão ele era o mais animado do local. Heróico “Eu não gosto de ninguém”, “Bom é quando faz mal” e “Ela roubou meu caminhão” foi algumas do set que foi grande e cheio de hits como os fãs gostam e muitos que estavam lá especialmente para vê-los não deixaram de cantar todas.

Veja “Clube dos Canalhas”:

Muito gente dispersou ainda mais depois do show deles e se estava muito cedo para o CPM e depois dessa porrada não queria encarar o Vanguart, o jeito era sair fora mesmo.

Sem pernas para encarar o rolê de descer para ver o que rolava nos outros palcos, fiquei eu e o Andreh Santos do Open File heróicamente esperando o CPM.

Incrível como a luz do dia revela o tanto de sujeira que o povo deixa atrás de si. Encontrava-se de tudo no chão, inúmeros cacos de vidro, peças de roupa, garrafas de plástico e lixo de toda natureza, mas ainda dava pra escolher um local menos sujo onde colocar os pés. Impossível usar qualquer banheiro químico, tarefa encarada numa boa por bêbados e nóias de plantão. Muitos veículos  noticiaram que o clima lá na Praça da República estava tranquilo e que por volta de 4.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, estavam em frente ao palco, mas cenas de vandalismo como essa, mesmo em má qualidade no vídeo ocorram por lá. Babaquice gratuita também na Virada.

Vanguart foi a trilha sonora para a conversa no intervalo entre um show e outro. E o surfista prateado estacionado para fotos era uma outra atração a parte. De noite teria sido mais bonito vê-lo mas tava legal mesmo de dia.

Sobre o Vanguart: a despeito de falar que a banda é ruim ao vivo, ou que é chata, digo que me surpreendi. Você pode até não gostar do estilo e confesso que não é o meu preferido mas o som estava quase de um CD e a galera bem empolgada para vê-los. “Semáforo” foi o destaque do set e a que fechou o show. 

O Sol já brilhava forte e a enquanto mais gente ia embora, um outro tanto boquiaberto com a bagunça e sujeira ia chegando para ver o show do CPM. Muitas meninas e meninos novos de galera ou acompanhado dos pais se misturavam com os malucos e virados como nós.

cpm virada por vagner 150x150 Virada Cultural 2009

Um pouco antes das 10h, o CPM entrou no palco, agitando o início da manhã de quem ia encarar a programação do domingo. No meu caso, foi o desfecho completando 12 horas de Virada.

Tempo curto e público variado foram certamente ingredientes que fizeram com que o show tivesse um set mais pop, com os hits radiofônicos como “Chegou a hora de recomeçar” que abriu o show. “Irreversível”, “Um minuto para o fim do mundo” e “Ontem” no set. Uma bola enorme tipo aquelas que rolavam no Hollywood Rock e Rock in rio, estilizada com o nome da banda, viajou nas mãos da galera por todo o espaço da Praça e chegou até a rua onde tava a parte da galera e voltou para a frente do palco intacta.

“Atordoado” foi o som diferente para os fãs já que poucos cantaram e “Escolhas, provas e promessas”, “Mais rápido que as lágrimas” e “Estranho no espelho” foram as que rolaram do Cidade Cinza. A música título fez falta e várias outras ficaram de fora mas o show foi legal e fechou com “Inevitável”.

Duas informações sobre esse show: não é a primeira vez que o CPM toca de dia. Estranho ver a banda falar bom dia e fazer o show que inclusive tinha iluminação (não entendi o porquê até agora), mas a banda já tocou em vários shows do Sesc e no Bem Brasil quando era de dia em horarios até mais cedo que esse da Virada e pra quem acompanha a banda há um tempo essa nao é a novidade.

E quem fez fotos e vídeos desse show é só entrar em contato com a banda fotolog eles vão postar alguns desses no site oficial, conforme o próprio Badauí (vocal) informou.

Confira aqui “Tarde de outubro”

Seguindo novamente para o Anhagabaú, o público já era outro, muitas performances de artistas de rua e estátuas vivas. Bravamente, ainda muita gente ainda encarava o bate estaca dos eletrônicos no Largo São Bento, encarando uma espécie de rave da virada.

Enquanto horas depois o Japinha (batera do CPM) era flagrado pela câmera da Globo no meio da torcida do Corinthians, algumas antes eu partia para a Zona Leste ver qual seria a do show do Dead Fish dentro do teatro do CEU Aricanduva.

Graças ao intrépido fotógrafo Marcos Bacon conseguimos as senhas para o primeiro show. Primeiro porque como o espaço lá é limitado para 450 pessoas por vez e no dia anterior o Cachorro Grande  também teve o mesmo “problema” de excesso e fez um show extra. Então, certamente com o Dead Fish seria igual. Chegando lá, eram três filas diferentes - duas com senhas garantidas mais outra com a galera que ficaria no stand by para ser remanejada para o show extra.

Quem abriu o show foi o Sprint 77, trio formado por Nei (guitarra e voz), Ado (baixo) e Fidelis (bateria) e tem um punk cantado em português, estilo 365 menos politizado e essencialmente paulistano, falando das baladas, trânsito e coisas que só acontecem na cidade. “James Brown” foi o destaque do set e a única música disponível no myspace da banda. Foi um show até curtinho, com a galera ainda sentada e comportada assistindo. Mas a expectativa do que poderia acontecer e se o povo ia se conter e não invadir era iminente - uma certa tensão de leve no ar.

dead fish na virada cultural ceu aricanduva 03 05 09 016 199x300 Virada Cultural 2009No intervalo de troca de palcos, no aúdio musiquinha japonesa, acústico do Rei Roberto e até Alexandre Pires gerando muitas risadas e gritaria geral. Mas a agonia durou pouco e luzes apagadas, a banda entrou e nada de ficar sentado. Todos assistiram nos seus devidos lugares mas impossível ver um show deles sentado. E eu, chique, vi na primeira fila.

Rodrigo (vocal) pediu para que a galera respeitasse o lugar e que apesar da estrutura adversa aquele seria o melhor show que estaríamos vendo na Virada. Um consolo para uma alma cansada e um aditivo que turbinou a empolgação dos presentes.

Surpreendemente abriram com a linda “Tupamaru” seguida de “Venceremos” e uma quase inaudível “Molotov”. Em “Iceberg” Rodrigo subiu o corredor no meio da galera e por vários momentos ficou com ela. “Noite” foi outra boa surpresa do set. A banda estava empolgada e o show foi como a grande maioria um som atrás do outro, sem muita conversa e sem poupar energia para o show extra que viria na sequência.


dead fish na virada cultural ceu aricanduva 03 05 09 186 300x200 Virada Cultural 2009Alguns poucos incidentes de alguns querem subir ou chegar mais perto foram contidos pela equipe do CEU. O restante do set foi mesclado com sons novos como “Contra todos”, “Shark attack” e “Dialética” seguidos de sons mais antigos como “Siga” e “Um homem só”. “Autonomia” e a sequência final de “Descartáveis”, “Sr., seu troco” e “Você” empolgaram o público que nessa última ensaiou até um mosh no lado direito do palco deixando a organização do CEU, pouco acostumada com isso, assustada. Mas as tiazinhas lá se empolgaram, curtiram  e ensairam uma dancinha contida com a performance da banda.

A primeira leva saiu feliz da vida, algumas entraram novamente na fila para o próximo e a maioria (como eu) foi para a casa descansar ou assistir algum dos jogos da final dos campeonatos estaduais. O show extra foi um set diferente, mais calcado em sons antigos mas não menos empolgante que o primeiro.

4:18 da tarde do dia 3 de maio, final do show, final da cobertura.

Lição que eu tiro da Virada? Use calçados confortáveis, vá com uma galera legal e disposta a assistir a atrações diferentes, leve agasalhos, dinheiro e ache um local limpo e sossegado para descansar, comer e recarregar as baterias para encarar a maratona. Tem gente de todo o tipo com as mais diversas intenções, tem que estar no clima de, guardada as proporções, encarar o style woodstock do evento.

Apesar dos cortes de verba e das limitações dos shows de punk/hardcore terem sido cancelados e ter rolado um HC fest tímido e sem programação empolgante muito longe dos grandes eventos , escondido até na própria programação, valeu a pena. 2010 sendo nesse nível ou melhor, estaremos lá.

Aqui mapa da virada para saber como foi o roteiro. Imagens, comentários e vídeos de tudo da Virada aqui, melhor até que o site oficial. Mais fotos do CPM e do evento aqui.

Créditos:

Video Joelho de Porco - http://www.youtube.com/user/w4mpx

Foto Camisa por Renato Luiz Ferreira, originalmente publicada aqui

Vídeo Camisa - http://www.youtube.com/user/lillyyk

Foto Macaco Bong por Gabriel Chiarastelli

Video Matanza - http://www.youtube.com/user/Aleapas

Foto CPM por Vagner

Video CPM - http://www.youtube.com/user/ronaldinho75

Fotos Dead Fish por Marcos Bacon

Athos Moura

Notinhas sobre o mundo do rock

DEAD FISH E GARAGE FUZZ DE GRAÇA
No próximo domingo, dia 12, em comemoração ao Dia do Jovem, haverá show de graça do Dead Fish e Garage Fuzz na Pista de Skate em São Caetano/SP. Além deles, tocam também as bandas Lipstick e as duas vencedoras do concurso que foi feito pela organização para escolher bandas locais para abrir esses shows, Remaining e Mewhouse. Os shows começam as 14h, mais informações aqui.

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LANÇAMENTO DO LIVRO “GRUNGE IS DEAD”
Saiu no último dia 5 o livro “Grunge is Dead: The Oral History of Seattle Rock Music” (O Grunge está morto: A história falada do Rock de Seattle)”, do jornalista americano Greg Prato. A data de lançamento coincidiu com o 15º aniversário de morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana. Foram 3 anos de pesquisas e 130 entrevistas, entre elas, com Chad Channing (ex-Nirvana), Eddie Vedder (Pearl Jam), Duff McKagan (ex-Guns n’ Roses) e o produtor Jack Endino.

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DERCY GONÇALVES EM TOUR
A banda paraense Dercy Gonçalves está de malas prontas para a tour Old Reumatic Violence. Eles passarão por Tocantins, Goiás, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. As datas estão abaixo:

18/04 - Belém/PA
24/04 - Araguaina/TO
25/04 - Palmas/TO
27/04 - Goiania/GO
28/04 - Águas Lindas/DF
30/04 - São Paulo/SP
01/05 - Bragança Paulista/SP
01/05 - Campinas/SP
02/05 - Tatiaia/RJ
02/05 - São Gonçalo/RJ
03/05 - São Paulo/SP

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TERÊ MOSH EM TERESÓPOLIS
No próximo dia 19 acontecerá o Terê Mosh. O evento ocorrerá na cidade de Teresópolis na região serrana do Rio de Janeiro. Abaixo segue as informações.

TERÊ MOSH

Com as Bandas:

Nuestro Sangue
Silêncio do Caos
Sanhaço
Morte Súbita
Fokismo
Hellbreath

Dia: 19 de Abril - Domingo - a partir das 13:00h
Local: Tropicana (em cima do CNA - próximo a prefeitura)
Entrada: R$ 5,00 (homem) R$ 3,00 (mulher)

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RASTA KNAST E AGRROLITES NO  FINAL DE ABRIL
A banda de punk rock alemã Rasta Knast tocará no Rio de Janeiro no dia 26 de abril. A apresentação será no Teatro Odisséia. Os americanos do Aggrolites abrirão a noite. Os ingressos custam R$50 no dia, mas quem quiser garantir um desconto e pagar só R$30, acesse: www.radiolarecords.com.br/clubska, preencha o formulário, escolha o Plano Basic, imprima o comprovante e apresente na entrada do show.

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NOVO SOM DO EARTH CRISIS
O novo disco do Earth Crisis, “Against the Current”, será lançado oficialmente no dia 5 de maio. Mas os fãs já podem ter uma prévia dos sons do Myspace da banda, onde algumas músicas foram disponibilizadas.

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ZANDER AO VIVO SÓ EM MAIO
Depois de passar por São Paulo, Belo Horizonte e Paraná, o Zander dá um tempo nos shows do EP “Em construção” para gravar um novo EP e retornar os shows somente em maio. Algumas das músicas que estarão nesse novo CD já estão sendo executadas nos shows como “Vinheta” e “Balada nova” que, até o momento tinha esses nomes como provisórios. Confira o show que rolou em São Paulo e vejo os vídeos de algumas delas.

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FAMINE DISPONIBILIZA MÚSICAS NOVAS NO MYSPACE
Os irlandeses do Famine lançarão dia 8 de maio seu álbum de estréia entitulado “Every road leads back here”. As músicas “The walking dead” e “2008″ que estarão nesse CD já estão no msypace.

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DEFINIDA DATAS DO DIAS DE GUERRA
Acontecerá no Rio de Janeiro, capital, o Festival Dias de Guerra que já tem duas edições marcadas. A primeira será dia 18 de abril no Parada Alternativa, em Sulacap. O segundo será dois dias de shows, na Audio Rebel, em 1 e 2 de maio. Maiores informações, clique aqui.

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THE GOODFELLAS TOUR
As bandas paulistanas One True Reason e Corleone estão excursionando pelo sudeste com a tour GoodFellas. Para ficar por dentro das datas e conhecer mais das bandas acessem o blog da tour.

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Para enviar sua nota basta preencher o formulário disponível na barra de menu do site.

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Notas com Andréa Ariani

 

 

Athos Moura

Show completo do Confronto no Hangar 110

A banda carioca Confronto se apresentou neste último domingo, dia 22,  no Hangar 110, em São Paulo. O show foi um dos que integraram a festa de lançamento do disco Contra Todos, do Dead Fish, na capital paulista.

Tive a oportunidade de estar presente e gravar toda a apresentação. Abaixo uma prévia do que será o show do dia 25 de abril, no Jabaquara, também em São Paulo, onde a banda irá gravar ser seu primeiro DVD para comemorar 10 anos de existência.

Athos Moura

Notinhas sobre o que rola no rock

O Ataque Periférico voltará aos palcos após 3 meses sem tocar. A banda está terminando a gravação do seu próximo disco, ainda sem nome definido. O próximo show será neste sábado, dia 21, em São Gonçalo.

 

Abaixo agenda da banda:

 

 

21/03 - São Gonçalo/RJ

28/03 - Rio de Janeiro/RJ

19/04 - Rio de Janeiro/RJ

25/04 - Rio de Janeiro/RJ

03/05 - Piracicaba/SP

31/05 - São Gonçalo/RJ

 

Quem quiser marcar mais shows, basta enviar um email para ataqueperiferico@bol.com.br

 

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A banda Confronto como todos sabem irá gravar o seu DVD em São Paulo, no Galpão do Jabaquara no dia 25 de abril. A galera abriu um tópico no Orkut para que os fãs escolham as músicas que eles tocaram no dia. Para participar basta clicar aqui.

 

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A banda Nuestro Sangue, de Teresópolis, região serrana do Rio, disponibilizou todo o seu EP “Massacrados pela ganância…Esmagados pela miséria” no Myspace da banda.

 

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O guitarrista da banda Itsari, Rafael, criou um blog chamado Danu Music. Conheci o blog hoje e gostei muito. O endereço é http://www.danumusic.blogspot.com/

 

O cara ainda mantém um site sobre arquitetura histórica, saquem aqui: http://www.arquiteturahistorica.com.br

 

Para quem não sabe o Itsari é uma banda de Petrópolis, também da região serrana do estado. Eles acabaram de lançar um disco chamado Imperial, pela Travolta discos. O cd é impecável. Não perca tempo e corre atrás do seu.

 

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O Dead Fish vai lançar seu novo álbum, Contra Todos, neste final de semana no Hangar 110 em São Paulo. Serão 3 shows, mas os ingressos para o sábado já esgotaram. Para os outros dias ainda restam poucos convites.

 

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As bandas japonesas Vivisick, Fuck on the Beach e o cantor Handsome and the Heartbreakers farão turnê no Brasil junto com o Mukeka di Rato.

 

23/04 - Campinas/SP

24/04 - São Paulo/SP

25/04 - Rio de Janeiro/RJ

26/04 - Vitória/ES

30/04 - TBA

01/05 - TBA

02/05 - Recife/PE

03/05 - Natal/RN

 

 

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O No Turning Back, da Holanda é outra banda que vai fazer turnê em nossas terras. O Paura será a banda suporte. Seguem as datas:

 

20/03 - Piracicaba/SP

21/03 – Itapevi/SP

22/03 - São Paulo/SP

28/03 – Londrina/PR

29/03 - Curitiba/PR

 

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Para mandar notas para cá é só mandar um email: athosmoura@gmail.com

Athos Moura

Clima de bar

Olá amigos, como vão? Espero que bem. Nos últimos post’s o site tem recebido um grande número de acessos. O que me deixa muito feliz. Obrigado a todos que vem aqui, perder ou ganhar seu tempo.

 

Nos três últimos textos recebi mais de mil visitas. Para um site que tem menos de um mês é um número expressivo. Baseado nisso, resolvi tentar conhecer meus leitores e tornar o clima cada vez mais intimista.

 

Peço que usem o espaço de comentários para se apresentarem, falarem de suas preferências, o que andam fazendo, etc. O espaço é livre, não há censura. Muito do que vocês falarem pode virar pauta.

 

Vou começar, quem quiser pode seguir o modelo, ou fazer da maneira que achar melhor.

 

Sou Athos Moura, carioca, 21 anos e jornalista, além de ser baixista da banda Ataque Periférico. Gosto de saber bastante sobre música, história e política. Sou apaixonado por guerras, as que passaram, as contemporâneas acho que poderiam não existir. Essa paixão trouxe um pedaço da minha infância de volta. Estou montando uma coleção de bonecos de guerra.

 

A maioria dos livros que leio são sobre história e guerra. Atualmente estou lendo o livro “Uma Breve História do Mundo”, de Geoffrey Blainey. Leio os jornais O Globo e Folha de São Paulo, todos os dias, e assino as revistas Aventuras na História e Época.

 

Minha preferência musical é hardcore, mas não me prendo a esse estilo. Ultimamente tenho escutado o novo CD do Dead Fish, “Contra Todos”. O novo CD do Repúdio, banda de punk rock aqui do Rio, ele se chama “Prá que Entender?”, produzido por Rafael Parra, meu sócio da A&R Produções e guitarrista do Ataque Periférico. O lançamento foi feito pelo selo Parayba Records. Outro disco que sempre está tocando aqui em casa é o Mula Poney, do Leptospirose. Há alguns dias eu fiz a resenha do CD, está em alguns post’s mais atrás, mas vou facilitar. Clique aqui e leia.

 

Bom, é isso. Basicamente, eu sou isso.

 

Grande abraço!

Show do Dead Fish no circo voador é sempre a mesma coisa. A banda faz a sua parte, manda muito bem. Já o público. Ah, o público. Hoje eu lhes apresento um pequeno manual de como se comportar no show do Dead Fish no Circo Voador.

 

1- O palco

 

O palco é da banda. Respeite isso. Você invadir o palco além de atrapalhar os músicos, pode desligar, ou pior, danificar os equipamentos. Acredite em mim, isso prejudica demais o show.

 

O palco não é passarela. Buscando no Youtube é fácil ver as pessoas desfilando no palco. Ninguém vai te achar mais bonito por isso. E é ridículo.

 

2- Stage Dive

 

O princípio do Stage Dive é subir na beira do palco e pular. Vou repetir Subir e PULAR. É pular e não permanecer lá.

 

No circo Voador há um espaço no palco antes das caixas de retorno. Esse espaço é suficiente pra você subir, se equilibrar e se jogar. Dá até pra caminhar por ali. Não há a menor necessidade de ir lá perto da bateria correr o palco todo pra depois descer.

 

 

Quando pular, tome cuidado. Existem pessoas embaixo de você. Não pule em pé. Eu sei que é desagradável passar sua bunda na cara de alguém, mas pode ter certeza que levar uma pesada na cara é mais desagradável ainda.

 

Na hora de pular, tome cuidado. Lembre que existem pessoas embaixo de você e não uma piscina.

 

Gente, quando o cara pular, segura. No último show algumas pessoas estavam em posições que beiravam a bizarrice. Gente colocando a mão na cabeça com se ela estivesse doendo. É só esticar o braço.

 

Você tá escolhendo onde pular, ótimo. Então escolha um lugar onde alguém já não tenha pulado. Segurar duas pessoas ao mesmo tempo é foda.

 

Amigo, tenha noção. Caso você acha que está um pouquinho acima do peso, pense se você deve pular ou não. Agora, se você tem certeza que você está acima do peso, não pule. Pode ter certeza que quem puder correr vai correr e ninguém vai te segurar.

 

3 - Integrantes

 

Os integrantes da banda são pessoas normais como eu e você. Eles comem, bebem, fodem e até cagam. E o pior, um dia vão até morrer. Eles são de carne e osso. Pra que tentar agarrar os caras no palco? Eles estão tocando, ou melhor, trabalhando. Alguém agarra um gari quando ele está varrendo a rua? Acho que não, né? Então, não façam isso.

 

Ok, é legal tirar foto com pessoas de banda. Mas, porra, tirar foto com eles enquanto eles tocam é foda. Os caras do Dead Fish são super gente boa e sempre ficam de rolé pelo show. É bem melhor você chegar com toda a sua educação e pedir pra tirar uma foto. Os caras vão tirar. Tenha certeza disso.

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