Archive for the tag 'rock'

Andrea Ariani

NOTAS DO QUE ROLA NO ROCK

Na correria mas postando aqui porque tem muita coisa legal acontecendo.
Veja os destaques:

*Festa de 9 anos do Inkognitta
*Campanha Pró-Pedreira
*Escola de Rock forma primeira turma
*DIY Fest em São Paulo
*Almanaque Digital de Tatuagem
*Quer fazer um livro? Conheça o projeto Sala de Leitura
*Autoramas em tour gringa
*Reunião do Soundgarden?
*Nós viemos do Inferno Tour

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Athos Moura

O ROCK CADA VEZ MELHOR DOCUMENTADO

O rock está cada vez mais melhor documentado. Isso é motivo de muita felicidade. Seja através de livros, blogs de tour report e DVD’s. Isso mostra a profissionalização do gênero e a preocupação dos envolvidos em preservar a sua história.

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Athos Moura

Clipping

Notas:

Horns Up

Rock Press

Vale Punk

Sold Ix Tutti (Itália)

Na Rota do Rock

Overmundo

Whiplash

Athos Moura

GRITO ROCK YEAH!!!

Roqueiro é uma raça que gosta mesmo de nadar contra a maré. Sempre foi assim e sempre será. Eu gosto de separar as pessoas. Pra mim existem pessoas inteligentes e burras e como roqueiros (ainda) são pessoas também faço essa distinção. Há os roqueiros que andam com sobretudo no calor de 40ºC e gente inteligente e corajosa que faz um festival Rock no meio do Carnaval.

 

Para quem acha isso um absurdo, trate de acreditar. Desde 2003 existe o Grito Rock Festival. O ponta-pé inicial foi dado em Cuiabá e ao longo dos anos se espalhou por todo o Brasil.

 

Em 2009 o rock vai rolar em 48 cidades de todas as regiões do país e cerca de 500 bandas vão se apresentar. No Rio de Janeiro a folia das guitarras acontecerá no Cine Lapa, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro. Além das bandas todas as noites um DJ comandará as pick-up’s com muita distorção para que ninguém sucumba os blocos e as marchinhas.

 

Mais informações: Grito Rock RJ

 

PS: Boa festa da carne para todos. Dia 2 de março estou de volta.

Athos Moura

PORTIFÓLIO

HORNS UP:

Edição 5:
www.hornsup.net

PORTAL DA IMPRENSA:

Doação de sangue

ZONA PUNK:

Face to Face

Merda o jogos dos jovens

ROCK PRESS:

Napalm Death

Hardcore brasileiro na Europa

Jason

Anderson Foca

Red Nose Tour 2007

Confronto

Motorhead

Reason to Kill

Madball

Madball 2

Motosierra

Norte Cartel

Cólera

Merda!

Ratos de Porão

Enciende

Los Canos

Doar Sangue

Plebe Rude

Liberpensulo

Dead Fish e Mukeka Di Rato

Ramones Fest

American Hardcore

Verdurada

CVOD

Guitarra e Ossos Quebrados

Simbiose

Nerinhos de D. Lázara

Dead Fish

Athos Moura

A VERDADE SOBRE O FIM DO ENTRE AMIGOS II

Imagem+008 A VERDADE SOBRE O FIM DO ENTRE AMIGOS IIHá alguns dias atrás estive no Espírito Santo á passeio. Fui à cidade de Vila Velha, berço do Mukeka di Rato. Entre um rolé na praia, show das bandas locais Chico Noise, Carnaval e Guitarria, e depois, um pulo em Vitória para ver a banda Lady Laura detonando o seu punk rock glamuroso. Descobri a verdade sobre o Entre Amigos.

Foi impossível não recordar a última vez que estive na cidade, em novembro de 2006. Na época fui para fazer um show com o Ataque Periférico. Tocamos em uma casa chamada Entre Amigos II, em Itaparica. Senão me engano tocamos no último ou penúltimo show da casa. Rolavam muitos boatos na época sobre o fechamento do local. O mais forte era de que o lugar iria ser demolido e um prédio iria ser construído no terreno. O Entre Amigos ficava na frente da praia.

O lugar era o pico que movimentava a cena hardcore de Vila Velha. Foi lá, um dos shows mais legais que já fiz. A escalação das bandas foi uma das melhores que já vi até hoje. As bandas capixabas Chuck Norris (hoje Chico Noise) e Dzespero, abriram a noite, em seguida os cariocas do Norte Cartel e nós do Ataque Periférico, e para fechar vieram o DFC e Mukeka di Rato, em uma apresentação épica. Foi o primeiro show na cidade depois que o vocalista Sandro voltou para a banda.

4.11.06+ +Vila+Velha A VERDADE SOBRE O FIM DO ENTRE AMIGOS II

Pois bem, no meu último dia em Vila Velha resolvi ir até o final da praia de Itaparica para ver o que tinha acontecido com o pico. Para minha surpresa o local ainda estava lá. A estrutura era mais ou menos a mesma, só que virou um restaurante e não um prédio como os rumores diziam.

Imagem+009 A VERDADE SOBRE O FIM DO ENTRE AMIGOS IINão me contive e fui almoçar no agora, Restaurante Maná. Em poucos minutos lá dentro já avistei Zequinha, dono do Entre Amigos. Após almoçar fui conversar com ele e descobri toda a verdade sobre o fim do local de shows mais famoso da cidade. Ele me contou que comprou a casa há 10 anos e desde o início a sua ideia era fazer um restaurante. No entanto o lugar era desconhecido e desabitado. Resolveu então abrir o lugar como lanchonete e deixou que os shows rolassem. Mas, quando os prédios começaram a ser construídos em volta da casa decidiu que era hora de iniciar o projeto inicial.

E assim, lá se foi o Entre Amigos II e surgiu o Restaurante Maná. Todas as pessoas de Vila Velha que eu conheço morrem de saudades do Entre Amigos. Hoje os shows estão rolando em um outro bar, também na frente da praia, mas em Itapoã, no Águia Marcante. Tomara que o pico permaneça e ótimos shows voltem a rolar na terrinha.

Imagem+027 A VERDADE SOBRE O FIM DO ENTRE AMIGOS II

Athos Moura

Leptospirose - Mula Poney

mula Leptospirose   Mula PoneyDepois de um full length e um split, o Leptospirose, de Bragança Paulista, lançou o seu novo CD, Mula Poney. A turnê de divulgação começou há alguns meses e já fizeram bons shows pelo nordeste.
Essa é a banda de hardcore com os melhores músicos do país. Velhote, o baixista, já tocou com grandes nomes do forró, com Elba Ramalho, Dominguinhos e Trio Virgulino. Ele é um baixista que não encontramos há tempos. Para mim ele supera Matt Freeman do Rancid, devido à velocidade das músicas do Leptos e a complexidade que ele impõe nas quatro cordas. Para os jovens que gostam de referências, ele é uma ótima, e o melhor, é influência nacional.
Vamos voltar ao Mula Poney. O disco foi gravado no Rio de Janeiro, no Estúdio Tambor, e produzido por Rafael Ramos da Deckdisk. As músicas são barulhos o tempo inteiro, porém, um barulho audível. É possível compreender cada nota executada.
As canções vão de influências como Dead Kennedys à Motorhead, colocadas em uma sequência que faz com que não percebamos quando as músicas mudaram. Mas sabemos que a faixa mudou. Todas elas são emendadas com maestria.
Outros destaques para o Mula Poney, além da boa gravação e execução, são a irreverência e sarcasmo das letras e nome das músicas. A arte gráfica ficou na responsabilidade de Daniel ET, do Muzzarelas, que fez um ótimo trabalho.
Dicas sobre o Leptospirose. O disco Invernada. Não tem a mesma qualidade do Mula, mas vale a pena ouvir e ter. O split Lecker, que lançaram com o Merda. Com esse split fizeram uma turnê na Europa. Tour essa que a primeira vista foi um fiasco, por causa do acidente. Contudo, levando em consideração tudo o que conseguiram pós-tour, podemos dizer que foi um sucesso.
O vocalista e guitarrista da banda, Quique Bronw, escreveu o livro Guitarra e Ossos Quebrados. Contando as histórias da tour da Leptos e Merda pela Europa. Ele ainda é dono, junto com Velhote, da Escola de Música Jardim Elétrico, em Bragança Paulista.
Para ouvir o Leptospirose: http://www.myspace.com/leptospirose
Para ver o Leptospirose: http://www.fotolog.com/leptospirose
Para saber sobre a escola Jardim Elétrico: http://www.fotolog.com/escolaeletrica ou escolajardimeletrico@gmail.com
Athos Moura

Merda - O Jogo dos Jovens

capa Merda   O Jogo dos JovensSabe aquela banda de música rock, chamada Merda!? Isso, aquela que bateu a van na Europa, quase não faz shows, lança cd’s semestralmente. Então, eles agora resolveram entrar para o ramo dos games e estão desafiando a Nintendo e tentam acabar com a febre do Play Station. Saiu, pela Laja Rekords, o jogo, Merda - O Jogo dos Jovens.
O jogo é composto por três fases, Cidade, Coqueiral e Inferno. Você é um cachorro vira-latas, magricelo e cheio e perebas. Para piorar você ainda é rosa. Seu objetivo é derrotar o príncipe Gi-Lili que é amiguinho de Satanás. Juntos, eles pretendem espalhar a maldição emo pela Terra.
O tutotial do jogo é apresentado por um homem fumando, bebendo cachaça, com o escudo do Flamengo no peito e de cavanhaque. Esse é homem é Jesus Cristo. Você é recomendado a pegar todas as Coca-Colas que aparecem na sua frente, pois, pasmem, ela é sua vida. Tome todaS as pingas que aparecerem. Ela produzirá a sua arma. Você mata seus inimigos com vômito. Caso a situação fique feia não pense duas vezes em chamar o amigo Speck. Ele é sinistro, pega um pega geral. fase+1 Merda   O Jogo dos Jovens
Na primeira fase, a Cidade, logo de cara um policial dá tiros de fuzil em você, um sambista joga seu pandeiro em sua direção, e tome cuidado, porque a porra do bandeiro volta e um certo Burzum Marley tenta te matar com baforada de Maconha. O chefão dessa fase é o Porco Policial, que vira um espécie de Super Saidin, quando leva uma mijada de um rato.
A fase seguinte é, Coqueiral. O nosso cachorrinho sai da cidade e vai para praia. Dessa vez os inimigos mudam. Agora nosso herói enfrenta um vendedor ambulante que joga coxinhas de galinha, um surfista que lança sua prancha e um pivete que fica soltando pipa. Cuidado! A maré sobe e você pode morrer afogado.
Para passar da fase é necessário matar a chefona do pedaço. Um mosquito da dengue pica a virgem mundialmente conhecida, Sandy, e ela vira Amy Winehouse. A arma da heroína (droga) girl são seus peitos moles e elásticos e um vômito podre que pula. Essa é a pior vilã de qualquer game que eu tenha jogado.
A última fase é o Inferno. O pobre cachorrinho enfrenta o perigoso Gi-Lili, o príncipe, também integrante do Nx Zero. O que acontece nessa fase eu não sei. Ainda não consegui passar pela Amy. Quem conseguir, por favor, me conte. Ah, e só pra terminar. Quando você morre, Jesus te zoa.
Abaixo, uma pequena conversa com Fábio Mozine. Dono da Laja Rekords e uma das mentes desocupadas que criou o jogo.

gilili Merda   O Jogo dos Jovens

Bandas lançam discos, porque lançar um jogo?
Tive esse ideia originalmetne junto com meu amigo Binho Miranda, o mesmo que tirou as fotos do livro do Brown e esta editando o vídeo da tour do Merda e Leptospirose na Europa. Quando do nada, surgiu um rapaz de São Paulo, chamado Mobral, bom nome. Ele me falou que queria fazer um jogo do Merda. Eu falei pra ele que já estava com essa ideia junto com outra pessoa, mas pedi pra ele me mandar o que tinha em mente. Quando ele me mandou o desenho do cachorrinho eu pedi pra ele continuar na hora. Ele já tinha bastante coisa escrita, ai ficamos em cima criando essas historinhas podres e acabou que saiu até bem antes do que a gente esperava, quem jogou até agora gostou. A ideia de continuar fazendo outros jogos esta de pé e já tem uns 5 novos pra serem feitos, todos de bandas por enquanto, e no futuro talvez outros sem ser de banda.

Como surgiu a ideia mirabolante de criar o Merda - O Jogo de Jovens?
O mobral já tinha algumas ideias no papel e passei outras e fomos agrupando, mexendo no som, mudando, testando, consertando alguns erros que fomos encontrando quando iamos jogando, melhorando outras paradas e deu nisso.

O que pretendem com o jogo? Virar novos Bill Gates?
A primeira parte da nossa missão foi cumprida, que era fazer algo pra gente se divertir e divertir nossos amigos. Assim como 90% das coisas que faço na Laja. Agora vem a segunda parte, que é essa mesmo, ganhar dinheiro. Vamos correr atras de pai-trocinadores pra bancar os jogos no site. E caso não encontremos esses patrocinadores, tudo bem, os jogos vão continuar sendo feitos sem patro mesmo.

Vem mais jogos por aí? Talvez o Merda Guitar Hero?
Você acabou de nos dar uma boa ideia, obrigado. Vale lembrar que não será pago por ela, okay?

Os chefes das fases foram criados inspirados em alguém ou foi mera coincidência?
O porco policial é o porco policial né, hehe. A Amy é minha amante, a mulher dos meus pesadelos. o Gi-Lili, chefe máximo no final, representa o lixo musical que tanto amamos! Ah, vendi esses dias 2 cds do nxzero, porra, essa porra vende mesmo.

Por que o herói é um cachorro magricelo perebento? É uma alusão a alhum integrante da banda?
Aquele cachorrinho se chama “cachorrinho” é tipo um logotipo da banda e sempre aparece em encartes e cds do Merda, desde o primeiro lançamento. Cachorrinho é um heroi.

Agora vamos falar sério. Como foi feito o processo de criação do jogo?
Acho que até ja expliquei um pouco isso né. O Mobral já tinha alguma coisa em mente, ele me passou tudo que tinha, eu dei algumas sugestões, algumas imposições, hehe. Mas a gente se entendeu muito bem velho. O moleque conhece tudo do Merda e a gente se entendia. Uma das músicas do jogo, naquela hora que há a transformaçao dos monstros, não estava casando bem, estava um sambinha. Eu falei com ele, pedi pra ele procurar algo mais tenso, e ele encontrou a introduçao da música “eu te odeio II”, ou seja, ele tava completamente por dentro. O próximo jogo vai ser o Motoqueiro Doido, todo inspirado nos Pedrero, esse vai ter um som midi (igual do atari). A ideia foi do mobral também, mas agora eu já estou ajudando ele a criar os detalhes, tipo, matar nenem ganha x pontos, matar velha ganha tanto, beber gasolina, etc e por ai vamos.

O jogo está disponível para download ou só pode ser jogado no site da laja? Ele pode vir como bonus de futuros lançamentos da banda?
Por enquanto a ideia é fazer ali no site um mini portal de games de bandas da Laja, sem nenhuma pretenção de acontecer nada com isso, mas se a gente ficar milionário, vai ser legal pra caralho.

Há alguma possibilidade dos jogos serem disponilizados para outras mídias, talvez celulares?
É uma boa ideia, ja tivemos, mas é uma outra tecnologia, mas não é impossivel não. A gente quer colocar esse jogo pra download em outro sites também, talvez atraves de parcerias o jogo possa ser jogado em outro lugar, veremos.

Para jogar, clique aqui.

cyrus+daigo+oliva XVII Festival de Hardcore de São Paulo é do Confronto
Há 10 anos acontece o Festival de Hardcore de São Paulo. São dois dias de punk-hardcore-metal que agitam a galera hardcore de vários estados brasileiros. Um bom local para reencontrar os amigos do rock espalhados pelo país afora.
Este ano estive presente no primeiro dia de show. Vi os shows das bandas Red Dons, dos Estados Unidos; I Shot Cyrus, em seu show de despedida e o Confronto. Para o dia, todos os ingressos haviam sido vendidos antecipadamente. De acordo com a organização havia no local mais de mil pessoas entre público, bandas, convidados e organização.
O Red Dons veio de Portland, toca um punk rock bonitinho e bem trabalhado. Os músicos subiramm no palco vestidos, digamos, meio que Strokes. O show foi bom, mas não gosto muito da banda. Já havia assistido ao show deles no Rio de Janeiro. São bons músicos, mas o poder de criação um pouco limitado. As músicas são muito parecidas. Porém, parece que o púbico discordou de mim e fez a festa no show com muito pogo.
Na sequência, uma palestra que não me interessou muito. Fui trocar idéia com os amigos e esperar pelo show do I Shot Cyrus. Foi o último show depois de 11 anos de estrada. Muita gente foi para vê-los e tentar descobrir quem matou Cyrus. Saíram de lá sem a resposta. Mas com a certeza de que valeu a pena conferir o show. Enquanto os membros da banda arrumavam seus instrumentos as pessoas iam se aglomerando na frente do palco.
Tudo pronto, acordes soando e a porrada em cima do palco começou, na frente dele também. As pessoas correram para o mosh e circle pit, parecia uma mar de gente indo para frente. Foram feitos muitos agradecimentos, pessoas pedindo para a banda não acabar e muitas loucuras nos stage dives. Pessoas subiam em cima dos PA’s e se jogavam no pessoal do gargarejo. A banda fez um set list especial. Abriram um tópico em sua comunidade do Orkut e escolheram as músicas mais votadas.
Durante o show, membros de outras bandas que começaram junto com o Cyrus e fizeram muitas gig’s juntos, fizeram participações. O palco toda hora era invadido e em certos momentos era impossível ver algum integrante da banda no palco, devido a quantidade de pessoas que estavam por lá.
Quando o show terminou, pensei comigo. Vai ser difícil o Confronto fazer um show mais energético que esse. Pois é, me enganei. Em pouco tempo tudo pronto e a luz do galpão foi apagada. Microfonia da guitarra e barulho de pratos. O vocalista, Chehuan, gritou: “Confronto 2009. Dez anos. Sactuarim! Vamos ae Jabaquara!” Os presentes começaram a gritar. Logo já tocaram o hit do novo álbum, Sanctuarim das Almas, que foi cantado em coro. E assim foi em todas as músicas. confronto+mauricio+santana XVII Festival de Hardcore de São Paulo é do Confronto
Da parte do público, fora toda a insanidade, muitos rostos sangrando, alguns braços e ombros quebrados e deslocamentos. Posso dizer que a integração do público com a banda foi o dobro, o triplo; ou sabe-se lá que classificação numérica pode se dar para aquilo; do show do Cyrus.
Nunca tinha assistido show do Confronto na Terra da Garoa. Sempre me falaram que beira o absurdo. Neste dia pude comprovar isso e constatar que em São Paulo, no Jabaquara, Confronto é Rei! Dia 25 de abril a banda vai gravar seu primeiro dvd no mesmo local, e não poderia haver lugar melhor e com o público mais afinado. 2009, pelo que tudo parece, vai ser deles.

Foto I S Hot Cyrus por DAIGO OLIVA: http://www.flickr.com/photos/daigooliva

Foto Confronto por MAURÍCIO SANTANA: http://www.flickr.com/photos/tuxhc/

Athos Moura

Entrevista com o CVOD

cvod Entrevista com o CVODA banda CVOD (Cabeça Vazia Oficina do Diabo) está na ativa há 11 anos e é um dos ícones do hardcore do interior paulista, o famoso velho-oeste. Além de manter a Produções Peçonhentas, que realiza o “Hardcore na Cidade”, estão à frente do selo Caipira Bruto, que lançou este ano seu primeiro álbum, Não Espere Nada Em Troca.

Para os quatro integrantes o hardcore é muito mais que música, é o motor principal da cultura rock de sua cidade natal, Assis. Juntos desde 1996, eles levam o CVOD e seu hardcore old school a todos os cantos possíveis, mantém a Produções Peçonhentas, que realiza o “Hardcore na Cidade” e estão à frente do selo Caipira Bruto, que lançou este ano seu primeiro álbum, Não Espere Nada Em Troca. Conversei com o baterista, Lucas - veja como o HC pode movimentar as pessoas, uma cena, uma cidade.

Como foi montar uma banda de hardcore em uma pequena cidade do interior?

O CVOD em princípio foi uma banda de rapcore, com três vocais, duas guitarras, baixo e batera. Eu entrei ainda na fase rapcore, em 98, quem montou a banda foram o Fernando e o Elcinho, que é um batera que já tinha uma banda antes, de som pesado. Na verdade, CVOD foi á primeira banda com influências de hardcore a tocar e gravar demo na cidade. Até hoje tocamos aqui porque nós mesmos organizamos eventos por aqui. Claro que hoje em dia existe uma cena, uma molecada que ouve som, vai em shows, conhece as bandas e tal.


Vocês organizam o Hardcore na Cidade que em dezembro completou a sua décima edição. Como é manter a Produções Peçonhentas em uma cidade que está mais perto do Paraná do que da capital São Paulo? Desde o início houve resposta do público?cvoddddd Entrevista com o CVOD

O evento Hardcore Na Cidade surgiu depois de uma série de eventos de hardcore que fizemos aqui em Assis. Quatro anos atrás, quando surgiu o HC na cidade, já rolava uma molecada mais antenada, e também já rolava um intercâmbio entre as cidades vizinhas, pois o CVOD jÁ estava na estrada há algum tempo e construímos de certa forma essas ligações. A idéia do evento é incluir Assis na rota de bandas de rock independente e a cena do oeste paulista e do norte do PR (que está perto daqui) é muito legal e unida. Acho que a cena daqui tem algumas diferenças com relação à cena de cidades maiores. Aqui a molecada aceita bem o “novo”, estão abertos a conhecer, curtem demais os shows de bandas que nunca viram, compram os CDs das bandas no dia do evento, e agradecem pelo show. É bem legal!


Pelo que vocês diz parece que a cidade ainda é carente de hardcore. Você acredita que o CVOD ajuda a matar essa necessidade dos jovens por rock e mantém o lema de vocês mais forte do que nunca: “hardcore vivo”?

Acho que Assis, por ser uma cidade pequena, não tem a mesma quantidade de informação (quantidade de shows, bandas locais, materiais) que cidades maiores têm. Acho que o papel do CVOD, além de tocar, fazer músicas, é fazer o corre para que Assis (minha cidade) e Marília (cidade dos outros integrantes) tenham acesso a todo esse movimento que é a cena hardcore. Apesar de não haver uma grande quantidade de eventos sempre procuramos trazer bandas que estão despontando na cena do Brasil, junto com bandas da região (oeste paulista e PR), acho que dessa forma o hardcore se mantém muito verdadeiro.


Pelo seu show em Assis pude observar que a música do CVOD é idolatrada na região. Vieram vans fretadas de várias cidades e até do Paraná. O lançamento do CD Não Espere Nada em Troca foi uma realização não só pra banda, mas com certeza para o público. Vocês exercem um papel importante para o pessoal do velho-oeste. Como foi preparar o CD sabendo desta responsabilidade?

Levamos o CVOD com responsabilidade com relação ao que é o hardcore aqui na região. Temos consciência que fazemos parte da construção de tudo isso que rola hoje em dia por aqui e que temos o respeito do pessoal da região. Muitos acompanham a trajetória do CVOD faz tempo e são muito amigos. A construção do disco foi uma conseqüência de todo esse trabalho: muito ensaio e suor. Temos esse disco como uma conquista não só pessoal, mas como uma forma de fortalecer a cena daqui, do oeste paulista. Acho que pelo tempo que estamos levando o CVOD junto com toda a correria que fazemos para movimentar a cena por aqui (shows), o disco só tende a fortalecer a cena hardcore local como uma referência para bandas se apresentarem, além de haver um puta pessoal legal e super dispostos a fazer o rock nas cidades vizinhas.


Mesmo com a importância que a banda tem para a região e, por que não, para o estado de São Paulo, o disco saiu
de forma independente pelo selo da banda, Caipira Bruto. Não houve selos abraçando a idéia de lançar o CVOD?

Acho que apesar do CVOD ter muito tempo e de fazer um trampo sério, existe um receio de selos abraçarem bandas não muito conhecidas. Tivemos contato com alguns selos que se interessaram, mas achamos viável nós mesmos lançarmos. Acho que com o próximo disco teremos mais facilidade para lançar por algum selo. Esse primeiro disco tem aberto muitas possibilidades pra gente.


O CVOD este ano ampliou horizontes e estreitou laços com alguns selos devido a suas apresentações com diversas bandas do país e com The Miracles, da Itália. Já pensam em um novo disco? O que há de novidades vindo por aí?

Sim, fizemos três shows com os italianos e com o Fatal Blow, banda de Balneário Camboriú (SC), dos irmão Thiago e André, da No Mercy Records. Os caras já tinham despertado interesse pela banda antes, acho que esse rolê com eles serviu para nos conhecermos melhor, para ele conhecerem a banda ao vivo. Acho que foi uma experiência muito legal e proveitosa demais e a No Mercy com certeza é uma possibilidade para o lançamento do próximo disco. Em 2008 pretendemos fazer músicas e muitos shows.


Falando em shows, vocês começam 2008 tocando no 16º festival hardcore de São Paulo, o maior do estilo no país, organizado pelo núcleo Verdurada. O show de vocês tem uma pegada absurda. Vocês passam muito amor, expressão, vontade, dedicação quando estão no palco. Tudo isso pelo hardcore?

Cara, unica e exclusivamente. Você presenciou o que é o hardcore na nossa realidade quando veio a Assis com o Ataque Periférico. Estamos há 11 anos na estrada pelo que o hardcore pode proporcionar pra nós, as pessoas que conhecemos e a maneira que conduzimos nossas vidas tem tudo a ver com o hardcore, ele faz parte de nós.


Lucas, obrigado pela entrevista. Deixe o seu recado final.

Primeiro, gostaria de agradecer pelo espaço, a todos que têm nos ajudado no decorrer desses anos, comparecendo a shows, comprando nossos discos e ajudando a divulgar o CVOD. Para quem estiver interessado em conhecer o trampo da banda, temos o Fotolog www.fotolog.com/cvodhardcore , o Myspace www.myspace.com/cvodhardcore e temos também uma comunidade no Orkut, com algumas informações. Valeu, Athos! HARDCORE VIVO!

* Entrevista publicada no site Rock Press, clique aqui e leia.